Suspeito de executar ex-delegado-geral de SP morre durante operação policial
Foto: Eliandro Santana/Banda B
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) deflagraram uma operação na manhã desta terça-feira (30), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para prender um dos suspeitos da participação na execução do ex-delegado-geral da PCSP, Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro.
O secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, destacou a relevância da ação conjunta. “Essa operação demonstra a força do trabalho integrado entre as polícias do Paraná e de São Paulo. Atuamos de forma estratégica, com inteligência e precisão, para impedir que criminosos usem nosso Estado como refúgio. A mensagem é clara: quem desafia a lei não encontrará abrigo no Paraná”, afirmou.
Após troca de informações de inteligência entre as instituições, a PCPR apurou que o foragido, identificado como Umberto Alberto Gomes, estava tentando se esconder no Paraná desde o dia 25 de setembro.
“Realizamos diligências ininterruptas para localizar o indivíduo assim que recebemos as primeiras informações. Descobrimos que ele estava se escondendo em um apartamento localizado em um condomínio residencial e nos preparamos para cumprir o mandado de prisão de forma técnica e precisa”, descreve o delegado da PCPR Thiago Teixeira.
No local, homem reagiu imediatamente à abordagem disparando tiros contra os policiais e foi neutralizado. Ele estava sozinho no apartamento e portava uma arma de fogo calibre 9mm, que é de uso restrito. Nenhum policial foi ferido.
Quem era o suspeito

O suspeito foi identificado como, Umberto Alberto Gomes, de 39 anos e segundo as autoridades paranaenses, o suspeito era membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Foto: Reprodução
Ele chegou ao Paraná há cinco dias, em 25 de setembro, e estava escondido desde então em um apartamento alugado na rua Antônio Skakuy, bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais.
A identificação do suspeito foi possível a partir de impressões digitais encontradas em um imóvel usado pelos criminosos em Mongaguá, no litoral paulista. Um mandado de prisão foi expedido contra ele pela Justiça, e equipes da Polícia Civil de São Paulo e do Paraná iniciaram diligências conjuntas para localizá-lo.
A execução do ex-delegado
Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no último dia 15, em uma emboscada, na Baixada Santista. O carro do ex-delegado-geral foi atingido por 29 disparos. Enquanto tentava fugir dos criminosos, ele bateu contra um ônibus e tombou. A perseguição ainda deixou duas pessoas feridas. Um homem e uma mulher deram entrada em hospitais da cidade com ferimentos causados por tiros.
Ele havia acabado de encerrar o expediente na Prefeitura de Praia Grande quando foi perseguido e executado. Ruy não usava o carro blindado naquele dia excepcionalmente. O delegado atuou por 40 anos na Polícia Civil.
Até o momento, quatro suspeitos já estão presos, incluindo um homem apontado pelas investigações como um dos possíveis autores dos disparos que atingiram o delegado.
A investigação sobre a execução do ex-delegado-geral segue a cargo da PCSP.
As informações são da Polícia Civil e Banda B

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