Mãe é suspeita de matar filha de apenas 2 anos de idade
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Uma criança de 2 anos e 8 meses de idade foi morta com golpes de faca na quinta-feira (11) em Balneário Gaivotas, no extremo sul de Santa Catarina, segundo a Polícia Civil.
Durante entrevista coletiva, o delegado Jorge Ghiraldo, responsável pela investigação, detalhou o que aconteceu antes e depois do crime, registrado na quinta-feira (11), em uma casa no bairro Jardim Ultramar. Segundo ele, a vítima sofreu um corte profundo no pescoço, o que provocou a morte ainda no local.
“É um cenário horrível, até para os policiais que estão acostumados, de ver aquela criança em cima de uma mesa com aquele ferimento no pescoço. Houve um corte profundo no pescoço que quase decapitou aquela criança”, revelou.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher estava sozinha com a filha na cozinha quando o crime ocorreu. O pai estava na sacada, cuidando da outra filha do casal, que possui necessidades especiais. O filho mais velho, de cerca de 20 anos, não estava em casa. Está descartada a hipótese de outra pessoa ter entrado no imóvel, cometido o assassinato e saído.
Durante o depoimento, a mulher respondeu apenas às perguntas do advogado. Ela disse não se lembrar do que aconteceu, mantendo o mesmo posicionamento apresentado à Polícia Militar. A versão também foi repetida em conversa com a psicóloga da Polícia Civil.
A suspeita relatou que recorda ter preparado comida para a vítima e, em seguida, para a filha com necessidades especiais. Depois, teria chamado o marido, que questionou o que ela havia feito, sem que ela soubesse explicar.
O celular da mulher foi periciado para verificar eventual envolvimento com seitas, o que foi descartado. A investigação mostrou que, no passado, ela foi diagnosticada com depressão, mas não fazia uso de remédios controlados e tampouco passou por tratamento especializado.
“O que nos resta a entender é que ela estava em surto psicótico. Vasculhamos o telefone celular, não havia nada comprometedor, então não resta outra alternativa a não ser submeter essa mãe a um exame de insanidade mental para saber se naquele momento que cometeu o crime ela estava com suas faculdades mentais normais”, explicou o delegado.
Um vídeo mostrado à Polícia Civil pelo filho mais velho mostra a mãe brincando com a criança. Também há fotos do pai com a vítima sorrindo momentos antes do crime. Segundo o delegado, isso confirma que o casal mantinha uma convivência pacífica, sem indícios de problemas familiares que justificassem o assassinato.
Segundo a investigação, o pai da vítima é mecânico, morou por cerca de dois anos nos Estados Unidos e retornou Brasil seis meses atrás. Quando a Polícia Militar chegou no imóvel, ele estava abraçado à criança morta. “uma cena desesperadora”, relatou o delegado.
Fonte: ND Mais
