Oeste
Foto: Reprodução/Facebook

O policial militar Fabiano Júnior Garcia, matou oito pessoas, sendo seis da família dele, em Toledo e Céu Azul, no oeste do Paraná, durante a noite de quinta-feira (14).

De acordo com o boletim, o militar matou a esposa Kassiele Moreira e a filha de 13 anos, na residência do casal, na Rua Rui Barbosa. Na sequência, deslocou até a Rua Boa Esperança onde matou a mãe, Irene Garcia, 78 anos e o irmão, Claudiomiro Garcia, 50 anos.

Após sair do imóvel, ele acabou matando dois pedestres, a princípio, escolhidos aleatoriamente, sendo o primeiro Kaio Felipe de 17 anos na Rua Getúlio Vargas e o segundo, Luiz Carlos, 19 anos, na Rua Paraíba.

O policial ainda foi até o município de Céu Azul, e matou com tiros os filhos Miguel de 4 anos e Kamili 9 anos.

Fabiano Júnior Garcia, de 37 anos, trabalhava no 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo e estava há 12 anos na corporação. A PM disse que o agente trabalhou normalmente na quinta-feira e deixou o plantão por volta das 19h.

Por fim, o policial tirou a própria vida. O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, informou que o agente enviou diversas mensagens para os familiares no intervalo entre as mortes. Nos áudios, ele teria dado a entender que a motivação seria o fim do relacionamento com a esposa.

A arma utilizada era da Polícia Militar do Paraná. O carro que era usado pelo agente foi apreendido e era particular. A Polícia Civil investiga a motivação das mortes.

Por meio de nota, a Polícia Militar lamentou o caso e disse que o policial envolvido no caso não tinha registros de problemas psicológicos.

A PM disse que também disponibiliza atendimento psicológico aos policiais da região. 

Nota da PM

“A Polícia Militar está consternada e lamenta profundamente o ocorrido nas cidades de Toledo-PR e Céu Azul-PR.O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade.

Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares.”

Fonte: G1 e A Gazeta Web