Golpistas usam inteligência artificial para criar voz e imagens falsas e vítima perde mais de R$ 5 mil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) identificou uma mulher suspeita de envolvimento em um esquema de extorsão que utilizava recursos de inteligência artificial para enganar vítimas. Em um dos casos investigados, um homem teve prejuízo de R$ 5.520.
Segundo a polícia, os criminosos criavam perfis falsos nas redes sociais e utilizavam imagens e até voz produzidas com auxílio de inteligência artificial para tornar a fraude mais convincente.
O golpe começava a partir de conversas pela internet. Depois do contato inicial, os criminosos passavam a ameaçar e extorquir a vítima, exigindo transferências em dinheiro.
No caso investigado pela PCPR, a vítima realizou pagamentos via Pix que, somados, chegaram a R$ 5.520.
Durante as investigações, os policiais identificaram uma mulher apontada como responsável por disponibilizar uma conta bancária utilizada para receber parte dos valores. Esse tipo de conta, conhecida como “conta laranja”, é frequentemente utilizado para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido em golpes.
Inteligência artificial aumenta poder de convencimento dos golpes
O uso de inteligência artificial é um fator que vem dificultando a identificação de algumas fraudes. Ferramentas disponíveis atualmente conseguem gerar imagens, vídeos e reproduções de voz cada vez mais realistas.
Por isso, a orientação é desconfiar de contatos desconhecidos, principalmente quando a conversa evolui rapidamente para pedidos de dinheiro, ameaças ou situações que exigem pagamento imediato.
Em casos envolvendo pessoas conhecidas ou familiares, uma das recomendações é confirmar a identidade por outro meio antes de realizar qualquer transferência.
Quem perceber que caiu em um golpe deve procurar a polícia e comunicar imediatamente a instituição financeira utilizada na transferência, além de guardar conversas, números de telefone, perfis, comprovantes e outras informações que possam auxiliar na investigação.
