Francisco Beltrão busca famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes

Francisco Beltrão busca famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes

Francisco Beltrão busca famílias para acolher temporariamente crianças e adolescentes

Foto: Assessoria

Oferecer carinho, segurança e convivência familiar a crianças e adolescentes que precisam ser temporariamente afastados de seus lares. Esse é o propósito do Serviço Família Acolhedora de Francisco Beltrão. A iniciativa que já está em funcionamento há mais de sete anos no município busca proporcionar atendimento individualizado e proteção durante os períodos de vulnerabilidade.

Segundo a psicóloga e coordenadora do serviço, Fernanda Abreu Perin, o acolhimento familiar representa uma oportunidade de oferecer cuidado e afeto em um momento delicado. “O serviço de Família Acolhedora traz cuidado e amor durante esse período difícil. É como uma calmaria na vida de uma criança ou adolescente que está passando por um momento de dor e insegurança”, destaca.

A importância do serviço também é percebida por quem acolhe. Sandra Araújo de Melo participa da iniciativa desde 2019 e está em seu quinto acolhimento, com experiência principalmente no atendimento a adolescentes. “Você precisa acolher com carinho e dedicação, aprender a ouvir as demandas daquele adolescente e entender que é uma passagem na nossa vida. Precisamos deixar nossa marca na vida deles, mas eles também fazem muita diferença na nossa”, relata Sandra.

O secretário municipal de Assistência Social, Felipe Guerios, ressalta os investimentos realizados para fortalecer o serviço, com ampliação da equipe técnica, profissionais efetivos e capacitação. “É um serviço extremamente importante, porque garante o acompanhamento das famílias e das crianças e adolescentes. Com profissionais efetivos, asseguramos mais continuidade ao trabalho e qualidade no atendimento”, afirma.

Como se tornar uma família acolhedora

Para participar, é necessário residir em Francisco Beltrão, ter mais de 21 anos, contar com a concordância dos integrantes da família e não possuir impedimentos judiciais, entre outros critérios avaliados pela equipe. Também é fundamental não ter intenção de adoção, pois o acolhimento é temporário e tem como objetivo garantir proteção enquanto são definidos os encaminhamentos adequados para cada criança ou adolescente.

Os interessados passam por cadastro, avaliação psicossocial, capacitação e habilitação. Durante o acolhimento, recebem acompanhamento e orientação da equipe técnica. A família também conta com auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo para contribuir com as despesas relacionadas à criança ou ao adolescente acolhido, conforme as regras do serviço.

Quem deseja conhecer melhor a iniciativa ou se candidatar pode procurar a equipe do Serviço Família Acolhedora que atua em anexo da Casa Abrigo Anjo Gabriel, em Francisco Beltrão, ou entrar em contato pelas redes sociais do programa. A equipe também realiza visitas domiciliares para apresentar o funcionamento do serviço e orientar as famílias interessadas.

Assessoria PMFB

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