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Um homem, de 32 anos, suspeito de envolvimento em um crime de extorsão mediante sequestro, contra o gerente de um banco do Interior do Paraná e sua família, foi preso na madrugada de quarta-feira (02/05), no Estado de São Paulo, em Sorocaba (SP). A prisão é resultado de uma ação conjunta realizada entre a equipe de investigação da Delegacia de Santo Antônio da Platina e o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) com o apoio de forças de segurança de São Paulo.

O crime aconteceu há aproximadamente três meses, na noite do dia 07 de fevereiro de 2018, em Santo Antônio de Platina. Na ocasião, três homens armados abordaram a família do gerente bancário no momento em que entravam em casa e a fizeram de refém durante toda a madrugada, na própria residência.

Pela manhã, os sequestradores ordenaram que o homem fosse trabalhar e seguisse com sua rotina normalmente para que durante esse período providenciasse uma grande quantia em dinheiro em troca da liberdade de sua família.

“A vítima cedeu as ameaças dos bandidos e lhe entregou o valor solicitado, da maneira que combinaram. Depois disso, os suspeitos liberaram a esposa e as filhas do bancário em uma estrada da zona rural”, informa o delegado-titular da Delegacia de Santo Antônio de Platina, Tristão Antônio de Carvalho Borborema.

Assim que a equipe da unidade tomou conhecimento do fato, imediatamente acionou o Tigre para prosseguir com as investigações de forma conjunta. Durante intensos trabalhos de inteligência, além de análise de imagens de câmeras de segurança e produção de retrato falado dos envolvidos, a polícia obteve a informação que o veículo utilizado pelos suspeitos no dia do crime, um Fiesta preto, estava em no Estado de São Paulo.

Por meio de troca de informações entre as polícias, o homem, de 32 anos, foi preso na cidade de Sorocaba (SP). A prisão aconteceu devido ao forte apoio do Grupo Armado de Repressões a Roubos e Assaltos (Garra) e da Guarda Municipal de Sorocaba (SP), bem como da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (SP).

No momento da abordagem, o suspeito conduzia o Fiesta utilizado no dia em que ocorreu o sequestro, com placas clonadas, e portava documentos falsos. Além de ter sido identificado como um dos envolvidos no crime que vitimou o bancário e sua família, o homem está sendo investigado por outros seis casos de sequestro semelhante ocorridos em São Paulo e também é suspeito por uma série de assaltos a joalherias do Estado.

O homem possuía em seu desfavor quatro mandados de prisões em aberto por crimes diversos, entre fuga do Sistema Penitenciário, roubo qualificado e crimes contra a vida.

O delegado-titular do Tigre, Luiz Fernando Viana Artigas Júnior, que coordenou as investigações junto de Carvalho, ressalta a importância do trabalho conjunto entre as polícias do Estado, bem como a integração entre as demais forças de segurança do país. “Graças ao apoio que tivemos do Garra, Dig de Jaú e Guarda Municipal de Sorocaba conseguimos chegar até um dos envolvidos no crime e tirá-lo de circulação”, afirma.

As investigação continuam com o intuito de identificar e prender os demais envolvidos na ação criminosa.