Trump torna oficial a taxação de 50% ao Brasil
Foto: Reprodução/Facebook Donald Trump
A taxação de 50% dos EUA sobre os produtos brasileiros agora é oficial, após o presidente, Donald Trump, assinar um decreto que oficializa a tarifa. A medida entra em vigor a partir de 6 de agosto, ou seja, sete dias após a assinatura do decreto.
Trump afirma que a ordem é justificada pela emergência nacional em razão das políticas e ações incomuns e extraordinárias do governo brasileiro que prejudicam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão dos cidadãos dos EUA e a política externa, de modo geral.
O presidente dos EUA não entrou em detalhes, mas as recentes ações do ministro Alexandre de Moraes, deixando o X fora do ar por mais de 30 dias, as respostas em tom de ataque do presidente Lula e até mesmo as manifestações da primeira dama fizeram com que Trump tomasse a decisão.
Ainda consta do documento, o que ele considera ser uma perseguição, intimidação, assédio e censura do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Casa Branca tem o poder de tomar esta decisão com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional que confere ao presidente dos EUA o poder de decidir sobre estes assuntos.
Tarifas em outros países
Desde à epoca de campanha eleitoral, Donald Trump havia prometido e disponibilizado em seu programa de governo, que tomaria tais decisões para recuperar os danos causados à economia dos EUA. O Brasil não foi o único país atingido com as medidas, porém, é o que ficou com a maior tarifa e nem abriu diálogo para negociar uma redução dos valores. A União Européia conseguiu reduzir a tarifa de 30% para 15% após negociações. O Japão reduziu as tarifas de 25% para 15% após negociar com o governo dos EUA e a China que seria tarifada em 145% conseguiu uma trégua nas tarifas por 90 dias até que os países voltem a se reunir e cheguem a um acordo mais equilibrado.
Confira a lista dos países e das novas taxas definidas após as negociações de Trump
- África do Sul: 30%
- Argélia: 30%
- Bangladesh: 35%
- Bósnia e Herzegovina: 30%
- Brasil: 50%
- Brunei: 25%
- Camboja: 36%
- Cazaquistão: 25%
- Coreia do Sul: 25%
- Filipinas: 19%
- Indonésia: 19%
- Índia: 25%
- Iraque: 30%
- Japão: 15%
- Laos: 40%
- Líbia: 30%
- Malásia: 25%
- Myanmar: 40%
- Moldávia: 25%
- Sérvia: 35%
- Sri Lanka: 30%
- Tailândia: 36%
- Tunísia: 25%
