Super El Niño deve atingir pico entre novembro e janeiro e aumenta risco de temporais no Paraná

Super El Niño deve atingir pico entre novembro e janeiro e aumenta risco de temporais no Paraná

Super El Niño deve atingir pico entre novembro e janeiro e aumenta risco de temporais no Paraná

O fenômeno climático conhecido como Super El Niño deve alcançar seu período de maior intensidade entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, aumentando a preocupação com a ocorrência de tempestades severas no Paraná. A previsão indica volumes de chuva acima da média histórica, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Sul e Centro-Sul do Estado.

De acordo com informações divulgadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) na quinta-feira (8), as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentam temperaturas aproximadamente 2,1°C acima da média. As projeções apontam que essa diferença poderá chegar a 3,3°C durante o pico do fenômeno.

A expectativa é que o El Niño permaneça ativo pelo menos até março de 2027, mesmo após o período de maior aquecimento das águas oceânicas.

Sudoeste do Paraná está entre as regiões de maior atenção

Para Francisco Beltrão e os demais municípios do Sudoeste, a principal preocupação é o aumento da frequência e da intensidade das chuvas.

Segundo as projeções apresentadas pelo Simepar, todas as regiões paranaenses poderão registrar precipitações acima da média até dezembro, mas os maiores volumes em relação ao padrão histórico são esperados no Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.

O risco não está relacionado apenas à quantidade total de chuva, mas também à possibilidade de grandes volumes se concentrarem em poucas horas ou dias.

Esse cenário favorece a ocorrência de alagamentos, enxurradas, inundações e tempestades acompanhadas de granizo, descargas elétricas e rajadas intensas de vento.

Entre os possíveis impactos estão destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos à produção agrícola.

Fenômeno pode estar entre os mais intensos já registrados

Conforme as projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) citadas no boletim, existe uma probabilidade de 83% de que o episódio de 2026 esteja entre os mais fortes desde o início da série histórica, em 1950.

O aquecimento das águas do Pacífico vem sendo observado desde abril, com o estabelecimento do El Niño em junho e sua intensificação nos meses seguintes.

O pico é projetado para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Depois disso, a tendência é de enfraquecimento gradual, embora os efeitos sobre o clima possam continuar durante o verão.

Os meteorologistas ressaltam, entretanto, que a intensidade do El Niño não permite determinar com antecedência os locais e as datas em que ocorrerão tempestades.

A formação de eventos extremos também depende de fatores como frentes frias, áreas de baixa pressão e outras condições atmosféricas.

Defesa Civil reforça preparação nos 399 municípios

Diante do cenário previsto, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil intensificou as ações de prevenção e preparação para possíveis desastres naturais.

Os dez Núcleos de Atuação Regional promoveram encontros com representantes municipais para orientar as prefeituras sobre medidas destinadas a reduzir os impactos de chuvas intensas, vendavais e inundações.

Entre as recomendações estão a limpeza de bueiros e galerias pluviais, a manutenção dos sistemas de drenagem, o desassoreamento de rios e canais e a atualização dos planos municipais de contingência.

Segundo o Governo do Paraná, 278 dos 399 municípios já realizaram pelo menos uma ação preventiva relacionada à preparação para eventos meteorológicos extremos.

As iniciativas incluem manutenção da infraestrutura, reuniões técnicas e exercícios simulados para aprimorar a resposta das equipes de emergência.

Mais de 2 mil escolas terão atividades de preparação

A prevenção também envolve a rede estadual de ensino. A Defesa Civil e a Secretaria de Estado da Educação elaboraram orientações para situações de vendavais, granizo, alagamentos e inundações.

A previsão é de que mais de 2 mil escolas participem de atividades simuladas, preparando profissionais e estudantes para agir diante de possíveis emergências.

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