Pandemia
Foto: Paloma Stedile/Diário do Sudoeste

O comitê de combate a Covid-19 de Pato Branco se reuniu na manhã desta quinta-feira (18) para analisar a situação atual dos casos e óbitos no município.

Em entrevista a imprensa a secretária de Saúde Lilian Brandalise, disse que medidas terão que ser tomadas, ela enfatizou “sei que todo mundo cansado de ouvir de pandemia, de ouvir falar de pandemia, mas o vírus continua ai, e temos que tomar as medidas que forem necessárias”.

Ela disse que tem recebido muitas denúncias de aglomerações em estabelecimentos comerciais e nas próprias residências.

A Polícia Militar tem ajudado muito na fiscalização. Ela disse que “ninguém quer entrar nas casas das pessoas e coibir a convivência. Duas, três, quatro pessoas, mas quinze, vinte é aglomeração e é onde o vírus se propaga e aí que a contaminação acontece e dai a UPA fica cheia, não existe mais vaga de UTI os leitos estão cheios e dai não adianta reclamar, porque não tem o que fazer, infelizmente essa é a situação”.

Casos

O médico Felipe Balem, que trabalha na linha de frente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), também se manifestou durante a reunião.
Ele comentou que era prevista, na última semana, situação caótica, devido ao elevado número de casos de notificações que há no município. “Sabíamos que o pior ainda estava por vir. E, desde a última segunda-feira (15), realmente se concretizou o que prevíamos. Número muito grande de internações, de 15 a 20 por dia. Em três dias praticamente acabamos com os leitos da região inteira. Ontem já não tinha leitos em Pato Branco. Mandamos quase todos os pacientes para fora, Chopinzinho e Palmas. Cheguei a ficar com nove pacientes internados na UPA. Tudo o que eu tinha de sala, de eletro, de nebulização, o que eu podia fazer um leito, virou leito. Completamente lotado”.
Quanto ao número de confirmados, em relação ao de suspeitos, girava entre 15 e 20%. Nos últimos dias, conforme o médico, tem passado de 50% todos os dias.

Assim como a secretária de Saúde, Balem afirma que não se sabe mais o que falar. “Parece que as pessoas não querem acreditar. Começam a ouvir, trocam de canal, desligam, acham que é brincadeira. Muitas só caem na real quando algum familiar está nessa situação, implorando por um leito, para que consiga sobreviver. Espero que consigam se atentar antes disso acontecer. Para que não chegue nessa situação, porque é muito triste ver as famílias chorando na porta”.

As medidas restritivas podem endurecer, se até no final de semana não houver uma queda dos casos suspeitos.

Colaboração Portal Vividense