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Foto: PRF

Uma força tarefa composta por agentes da Polícia Rodoviária Federal, membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) e auditores do Ministério do Trabalho (MTB) resgatou 34 pessoas que estavam há cerca de 30 dias morando em local degradante, trabalhando sem contrato formalizado, com as carteiras de trabalho retidas e sem receber salários, em condições semelhantes às de escravos. A operação ocorreu na última sexta-feira em Rancho Queimado.

A situação foi verificada onde os resgatados realizaram corte de pinus. O proprietário das terras vendeu as árvores para um empresário paulista, que teria contratado outra empresa de São Paulo para realizar a extração.

Os trabalhadores, do Espírito Santo e Bahia, receberam uma proposta de trabalho para extração de madeira em São Paulo. De acordo com o MTB o transporte deles se deu de maneira irregular, sem prévio registro em carteira de trabalho e sem realização de exames admissionais, caracterizando aliciamento. Ao chegarem no estado paulista, foram informados que viriam para Santa Catarina.

Eles realizaram a extração durante nove dias, sem contar com equipamentos de segurança e de proteção individual, quando os proprietários das terras mandaram cancelar a retirada das árvores, pois não teriam recebido o dinheiro da venda dos pinus. Os trabalhadores foram mantidos na propriedade sem salários, com carteira de trabalho retidas e sem recursos para voltar para casa. O imóvel em que foram alojados não tinha móveis, camas, condições sanitárias adequadas e água potável. Também não receberam roupas de cama, passando frio no clima rigoroso da serra catarinense e a comida que tinham estava acabando quando a força tarefa chegou.

As empresas responsáveis foram notificadas e tiveram que transferir os trabalhadores para hotéis ou alojamento adequado, providenciar o pagamento dos salários devidos, verbas rescisórias e o retorno às suas cidades de origem.

Assessoria PRF/SC