Presa quadrilha suspeita de roubar mais de R$ 10 milhões em cargas

Dez pessoas foram presas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em roubo de cargas com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Este grupo criminoso cometeu pelo menos cinco roubos de cargas avaliados em mais de R$ 10 milhões. Um dos alvos desta organização criminosa já estava preso numa penitenciária de Santa Catarina e era evadido da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC).

Quatro criminosos estão foragidos: o responsável pela distribuição da carga roubada,  o que teria contratado criminosos para participar dos crimes, o que fazia o levantamento dos locais a serem roubados e o intermediador da venda das cargas no Estado de Santa Catarina.

A ação, deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC), da Polícia Civil do Paraná, resultou na apreensão de bens desta quadrilha – comprados com recursos oriundos do crime. Doze veículos foram sequestrados por ordem judicial, sendo cinco caminhões, outros cinco carros, um deles de luxo avaliado em mais de R$ 300 mil, e duas motos. Foram apreendidos ainda duas pistolas calibre 380 além de documentação e diversos aparelhos celulares. A polícia cumpriu oito dos 12 mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Duas pessoas foram presas em flagrante.

O delegado titular da DFRC Ademair Cruz Braga Júnior, que comandou a investigação afirmou que a quadrilha agia em diferentes locais tanto no Paraná quanto em Santa Catarina. “Isso dificultou um pouco o trabalho da polícia para reunir todas as informações destes roubos e mapear esta quadrilha”, disse. “A escolha das cargas que iriam ser roubadas era feita de acordo com a facilidade de comercialização do produto, a dificuldade de identificação e sempre visando grandes volumes”, explicou o delegado, citando que ao longo da investigação foram recuperados cerca de R$ 6 milhões.

Próximos passos

O delegado suspeita que a quadrilha tenha envolvimento em outros roubos a cargas no Estado e as investigações serão intensificadas agora para identificar outros receptadores. “Já temos indícios de que há receptadores também no Rio Grande do Sul, além de Paraná e Santa Catarina”, adiantou Braga Júnior.

A investigação começou após o roubo, em outubro, de quatro caminhões carregados de chocolate, avaliados em R$ 750 mil, do pátio de uma transportadora em Curitiba. Daí o nome da operação: Cacau Seguro. Uma parte da carga foi recuperada em Itajaí.

Durante a operação de hoje, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em um mercado, na cidade de Joinville, em Santa Catarina, e encontraram parte da carga roubada sendo exposta para venda. Funcionários deste estabelecimento ainda tentaram apresentar notas fiscais para comprovar a origem dos produtos, mas estes documentos eram falsos, já que o lote que estava no mercado era o mesmo da carga roubada.

Os suspeitos são investigados por ao menos cinco assaltos a caminhões e cargas no período de quatro meses – de outubro de 2017 a fevereiro deste ano. Todos os crimes foram praticados de forma semelhante e com índicos consistentes de participação do mesmo bando. Eles chegavam a usar aparelhos de bloqueadores de sinal para evitar que os caminhoneiros utilizassem rádios e aparelhos celulares no momento dos roubos e ainda evitar o rastreamento das cargas e dos veículos.

Organizados

A investigação mostrou que o grupo possui ação estruturada, com os criminosos dividindo as funções, desde o planejamento, passando pelo ataque, armazenamento e repasse das mercadorias.

Eles utilizam carros roubados ou com placas adulteradas para fazerem o perímetro e levantamento do local em que praticarão o crime. “Por vezes a audácia os levavam a utilizar os próprios veículos para este fim”, explicou o delegado da DFRC.

Os criminosos ainda contam com financiamento próprio destinado ao pagamento de aluguéis de barracões em que as cargas são transbordadas ou acondicionadas; de igual forma caminhões para transporte das mercadorias.

Eles vão responder por associação criminosa, roubo majorado, porte ilegal de arma de foto, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e uso de documento falso.

Participaram da ação policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, da Furtos e Roubos de Curitiba, policiais civis de unidades de Joinville e Florianópolis e ainda contou com apoio do helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná.

(Assessoria Polícia Civil)

   

4 de abril de 2018

Fotos: Polícia Civil

Dez pessoas foram presas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em roubo de cargas com atuação no Paraná e em Santa Catarina. Este grupo criminoso cometeu pelo menos cinco roubos de cargas avaliados em mais de R$ 10 milhões. Um dos alvos desta organização criminosa já estava preso numa penitenciária de Santa Catarina e era evadido da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC).

Quatro criminosos estão foragidos: o responsável pela distribuição da carga roubada,  o que teria contratado criminosos para participar dos crimes, o que fazia o levantamento dos locais a serem roubados e o intermediador da venda das cargas no Estado de Santa Catarina.

A ação, deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC), da Polícia Civil do Paraná, resultou na apreensão de bens desta quadrilha – comprados com recursos oriundos do crime. Doze veículos foram sequestrados por ordem judicial, sendo cinco caminhões, outros cinco carros, um deles de luxo avaliado em mais de R$ 300 mil, e duas motos. Foram apreendidos ainda duas pistolas calibre 380 além de documentação e diversos aparelhos celulares. A polícia cumpriu oito dos 12 mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Duas pessoas foram presas em flagrante.

O delegado titular da DFRC Ademair Cruz Braga Júnior, que comandou a investigação afirmou que a quadrilha agia em diferentes locais tanto no Paraná quanto em Santa Catarina. “Isso dificultou um pouco o trabalho da polícia para reunir todas as informações destes roubos e mapear esta quadrilha”, disse. “A escolha das cargas que iriam ser roubadas era feita de acordo com a facilidade de comercialização do produto, a dificuldade de identificação e sempre visando grandes volumes”, explicou o delegado, citando que ao longo da investigação foram recuperados cerca de R$ 6 milhões.

Próximos passos

O delegado suspeita que a quadrilha tenha envolvimento em outros roubos a cargas no Estado e as investigações serão intensificadas agora para identificar outros receptadores. “Já temos indícios de que há receptadores também no Rio Grande do Sul, além de Paraná e Santa Catarina”, adiantou Braga Júnior.

A investigação começou após o roubo, em outubro, de quatro caminhões carregados de chocolate, avaliados em R$ 750 mil, do pátio de uma transportadora em Curitiba. Daí o nome da operação: Cacau Seguro. Uma parte da carga foi recuperada em Itajaí.

Durante a operação de hoje, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em um mercado, na cidade de Joinville, em Santa Catarina, e encontraram parte da carga roubada sendo exposta para venda. Funcionários deste estabelecimento ainda tentaram apresentar notas fiscais para comprovar a origem dos produtos, mas estes documentos eram falsos, já que o lote que estava no mercado era o mesmo da carga roubada.

Os suspeitos são investigados por ao menos cinco assaltos a caminhões e cargas no período de quatro meses – de outubro de 2017 a fevereiro deste ano. Todos os crimes foram praticados de forma semelhante e com índicos consistentes de participação do mesmo bando. Eles chegavam a usar aparelhos de bloqueadores de sinal para evitar que os caminhoneiros utilizassem rádios e aparelhos celulares no momento dos roubos e ainda evitar o rastreamento das cargas e dos veículos.

Organizados

A investigação mostrou que o grupo possui ação estruturada, com os criminosos dividindo as funções, desde o planejamento, passando pelo ataque, armazenamento e repasse das mercadorias.

Eles utilizam carros roubados ou com placas adulteradas para fazerem o perímetro e levantamento do local em que praticarão o crime. “Por vezes a audácia os levavam a utilizar os próprios veículos para este fim”, explicou o delegado da DFRC.

Os criminosos ainda contam com financiamento próprio destinado ao pagamento de aluguéis de barracões em que as cargas são transbordadas ou acondicionadas; de igual forma caminhões para transporte das mercadorias.

Eles vão responder por associação criminosa, roubo majorado, porte ilegal de arma de foto, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e uso de documento falso.

Participaram da ação policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, da Furtos e Roubos de Curitiba, policiais civis de unidades de Joinville e Florianópolis e ainda contou com apoio do helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná.

(Assessoria Polícia Civil)

   

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