Porteiro citado na investigação sobre a morte do cão Orelha disse ter sido xingado de “assalariado”

Porteiro citado na investigação sobre a morte do cão Orelha disse ter sido xingado de "assalariado"

Porteiro citado na investigação sobre a morte do cão Orelha disse ter sido xingado de “assalariado”

Foto: Reprodução NDMais

Em depoimento à Polícia Civil, o porteiro citado na investigação sobre a morte do cão Orelha afirmou que um dos adolescentes envolvidos teria dito que “não daria nada” por ser menor de idade, após ameaças feitas contra ele durante um desentendimento no condomínio onde trabalhava, na Praia Brava, em Florianópolis. A informação consta em um dos inquéritos do caso.

No depoimento, o homem relatou que vinha sendo hostilizado desde 27 de dezembro de 2025 por um grupo de cerca de 10 a 15 jovens. Segundo ele, o grupo tentava entrar no condomínio, fora do horário permitido e carregando bebidas alcoólicas no qual o porteiro trabalhava.

Em depoimento, o porteiro diz que o grupo “causou danos ao patrimônio, como quebra de vidros e lixeiras”. Ainda no dia 27, ele teria sido chamado de “porteiro de merda” e “assalariado”.

O homem teria identificado no grupo dois dos adolescentes, citados, na época, como suspeitos pelo inquérito da polícia, cujos familiares são investigados por coação pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Segundo o órgão, a conduta apurada não se enquadra como crime ambiental e foi redistribuída para a promotoria criminal, por se tratar de possível crime comum.

No dia 12 de janeiro de 2026, na presença de um morador do condomínio, o porteiro também teria sido xingado por um adolescente, que não é citado na ocorrência de dezembro. O jovem em questão estava acompanhado de sua mãe e, segundo o que consta nos depoimentos, seria o indiciado pela agressão ao cão Orelha.

Cerca de vinte minutos depois, segundo depoimento do morador que estava com o porteiro, três familiares desceram à portaria do condomínio. A discussão entre porteiro e familiares foi presenciada pelo morador e, posteriormente, por um dos zeladores do prédio.

O porteiro informou que um dos homens o segurou ombro “com força”, em atitude intimidatória. O morador declarou que o pai do adolescente chegou a “apertar e puxar” o funcionário durante a abordagem.

Segundo os depoimentos, um dos familiares, descrito como visivelmente alterado, passou a intimidar verbalmente o porteiro e o morador, proferindo frases como “tu sabe com quem tu tá falando?” e “se eu quiser, eu te f***”, além de ameaçar “quebrar” o morador quando este tentou intervir. Ambos relataram que o homem apresentava “um volume na região da cintura”, semelhante a uma arma de fogo, que não foi encontrada durante as buscas.

Familiares investigados apresentaram versão divergente. Eles alegaram que a confusão teria sido provocada pelo próprio porteiro, que teria retido os jovens, tirado fotos sem consentimento e os chamado de “babacas”. Sustentaram que foram à portaria apenas para “entender o que estava acontecendo” e esclarecer a informação de que o adolescente estaria “jurado”.

Outros funcionários do condomínio prestaram depoimentos complementares. O zelador afirmou ter sido acordado por “gritos e ameaças” e relatou ter visto um volume na cintura de um dos homens, que “poderia ser uma arma”, além de ter ouvido referência à condição de policial.

As informações são do Portal ND Mais.

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