Polícia elucida roubo de veículo de aplicativo que foi vendido na Argentina
Foto: Polícia Militar
Uma moradora de Pato Branco (PR) procurou a Polícia Militar do 3º BPM na manhã de quinta-feira (19), relatando o desaparecimento de seu marido, de 61 anos, que trabalha como motorista de aplicativo.
A mulher disse que o marido estava com seu veículo GM/Cobalt, de cor preta, e não dava notícias desde a noite de quarta-feira (18). O último contato entre o casal havia ocorrido por volta das 18h.
A Polícia Militar foi acionada e iniciou diligências, levantando informações e realizando contatos na tentativa de localizar o homem e apurou que o veículo seguiu em direção da fronteira com a Argentina.
O motorista foi localizado posteriormente por uma equipe policial em uma área rural de Dionísio Cerqueira (SC). Ele relatou que foi vítima de roubo por três indivíduos armados de faca. Segundo e vítima os ladrões pediram uma corrida no bairro Novo Horizonte em Pato Branco, o colocaram no banco traseiro e seguiram em direção a fronteira.
Disse ainda que o veículo ficou sem combustível próximo a fronteira, quando aproveitou para fugir para uma mata onde passou a noite sendo socorrido pela manhã por um morador local.
A Polícia Militar, Polícia Civil do Paraná e Polícia Civil de Santa Catarina, iniciaram troca de informações e na noite de quinta-feira (19) através da ROCAM e RPA do 3º BPM, realizaram um bloqueio na PR-493 em Pato Branco, onde abordaram um veículo de aplicativo, com quatro ocupantes.
A polícia descobriu que os três dos passageiros, menores de idade, haviam praticado o roubo do outro veículo e o motorista estava prestando serviço de transporte.
No veículo foi localizado um revólver de fabricação Argentina, com cinco munições intactas que eles haviam trocado pelo veículo roubado, além de 32 gramas de maconha e dinheiro.
Um dos menores apresentava um ferimento e precisou ser encaminhado para atendimento médico na UPA, onde permaneceu sob escolta policial e em custódia hospitalar. Os demais envolvidos foram apreendidos e, juntamente com os objetos recolhidos, encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil.
O Conselho Tutelar acompanhou toda a ocorrência. O caso segue sob investigação para esclarecimento do crime.
