Polícia Civil cumpre mandados em Palmas PR e em São Paulo por crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes

Polícia Civil cumpre mandados em Palmas PR e em São Paulo por crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes

Polícia Civil cumpre mandados em Palmas PR e em São Paulo por crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o suporte técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), e com o apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), deflagrou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão voltados ao combate de crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes.

A operação é um desdobramento de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Palmas (PR), originada após a prisão de um indivíduo por estupro de vulnerável contra a própria neta.

A partir de técnicas avançadas de investigação e análise de inteligência, foram identificados diversos interlocutores que interagiam com o indivíduo inicialmente preso no Paraná. Os novos alvos utilizavam ferramentas digitais para o armazenamento e compartilhamento de materiais de exploração sexual infantojuvenil.

No estado de São Paulo, especificamente no município de São João da Boa Vista, os policiais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em desfavor de um investigado identificado em redes sociais como “O Colecionador”. Durante o cumprimento da ordem judicial, o suspeito foi detido em flagrante pelo crime de armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A investigação aponta que o indivíduo não era apenas um consumidor, mas também atuava ativamente na difusão dos materiais ilícitos a terceiros.

Simultaneamente, na cidade de Palmas, os policiais realizaram buscas na residência de outro investigado que mantinha contato com o primeiro detido. O objetivo foi consolidar a prova material sobre o armazenamento e compartilhamento desses conteúdos, além de coibir eventuais planos de produção de novos vídeos, que envolviam, inclusive, indícios de zoofilia.

O foco da investigação consiste nos crimes tipificados nos artigos 241-A e 241-B do ECA, que punem, entre outras condutas, o oferecimento, a troca, a posse e o armazenamento de material contendo cenas de abuso ou exploração sexual infantojuvenil.

As práticas investigadas envolvem o uso de plataformas e ferramentas digitais, o que exige elevado grau de especialização técnica e cooperação entre os órgãos de segurança pública.

A Polícia Civil do Paraná reafirma o seu compromisso inabalável com a proteção da infância e a repressão qualificada aos crimes cibernéticos.

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