PF prende quatro homens por extração ilegal de madeira em terra indígena 

PF prende quatro homens por extração ilegal de madeira em terra indígena 

PF prende quatro homens por extração ilegal de madeira em terra indígena 

Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (21), a Operação Fág, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa envolvida na extração, transporte e comercialização ilegal de madeira — especialmente da espécie Araucaria angustifolia (popularmente conhecida como Pinheiro-do-Paraná) — em área de preservação permanente situada na Terra Indígena Mangueirinha, localizada no Sudoeste do Paraná.

As investigações indicam que o grupo criminoso, composto por indígenas e não indígenas, operava de forma estruturada em núcleos com funções definidas, incluindo liderança, execução, logística e receptação da madeira extraída clandestinamente. A atuação sistemática da cadeia criminosa causou irreparáveis danos ambientais e deixou rastros deploráveis de destruição no maior remanescente de pinheiro Araucária do país.

Foram expedidos 17 mandados judiciais pela 4ª Vara Federal de Cascavel (PR), incluindo cinco mandados de prisão preventiva — entre eles, o cacique e o vice-cacique da Reserva indígena de Mangueirinha — além de mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo bancário. As medidas visam interromper as atividades ilícitas, preservar provas e assegurar a responsabilização dos envolvidos. 

Durante a deflagração, quatro homens foram presos. Entre eles, houve um flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Além disso, veículos foram apreendidos, inclusive um caminhão.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, extração ilegal de madeira em área de preservação permanente pertencente à União, furto qualificado e receptação qualificada.

Defesa do Cacique e vice da Reserva Indígena de Mangueirinha divulgou nota à imprensa; confira:

“A defesa dos senhores José Carlos Gabriel e Arielson Ferreira, e Cristian Ricardo Carneiro, pela Dra. Franciele Fagundes Brandoli Kelin – OAB/PR 115.152, vem a público esclarecer que a medida decretada trata-se de prisão preventiva decorrente de investigação ainda em andamento e não concluída, razão qual não se pode, em hipótese alguma, atribuir culpa ou responsabilidade definitiva a quaisquer dos investigados neste momento.

Ressaltamos que a defesa confia plenamente na lisura da Justiça e que todos os esclarecimentos necessários serão prestados no curso da ação penal.

Por fim, reafirma-se que a inocência dos representados será oportunamente comprovada durante a instrução processual, ocasião em que restará evidenciada a improcedência das imputações formuladas”.

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