Paraná entra em alerta por aumento de casos graves de doenças respiratórias

Paraná entra em alerta por aumento de casos graves de doenças respiratórias

Paraná entra em alerta por aumento de casos graves de doenças respiratórias

(Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

O Paraná está entre os estados brasileiros que apresentam nível de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica crescimento das ocorrências nas últimas semanas, especialmente entre crianças e idosos.

De acordo com a análise, referente ao período de 31 de maio a 6 de junho, os casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) continuam em alta no Estado. Também foi observado aumento das internações provocadas pela influenza A, além da expansão dos casos graves relacionados à influenza B.

Os dados mostram que a maior parte do crescimento das internações ocorre entre crianças de até 14 anos, com destaque para os menores de 2 anos. Em algumas capitais, incluindo Curitiba, também foi identificado aumento dos casos entre idosos.

Entre os exames positivos registrados em 2026, o vírus sincicial respiratório aparece como o principal agente causador, representando 33,1% dos casos. Em seguida estão o rinovírus (32,5%), influenza A (24,4%), influenza B (3,1%) e Covid-19 (5,7%).

Nas últimas quatro semanas analisadas, o VSR passou a representar quase metade dos casos positivos, chegando a 49,6%. O rinovírus respondeu por 24,5%, a influenza A por 20,7%, a influenza B por 5,7% e a Covid-19 por 2%.

Segundo a Fiocruz, o avanço da SRAG em crianças de até 4 anos está relacionado principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus tem sido o principal responsável pelas internações. Entre jovens, adultos e idosos, a influenza A tem predominado nos casos graves, enquanto a influenza B também apresenta crescimento em diferentes faixas etárias.

Especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe, da higiene frequente das mãos e da procura por atendimento médico em casos de sintomas respiratórios mais intensos, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.

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