Regional
Fotos: BPAmb-FV

O Batalhão de Polícia Ambiental Força-Verde, com apoio aéreo do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), identificaram 121 hectares de áreas desmatadas. Também foram atendidas 39 ocorrências, 18 delas referentes a infrações ambientais. Os resultados são da segunda fase da Operação Mata Atlântica, deflagrada nesta semana nos municípios de Guarapuava, Prudentópolis, Pinhão e Inácio Martins para localizar pontos de desmate de mata nativa.

A primeira fase do trabalho começou em abril deste ano em 13 municípios da região Sul do Estado e identificou 240 polígonos de desmatamentos. As abordagens foram feitas com base em imagens de satélites e no Atlas da Mata Atlântica, um levantamento da Ong SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além de informações repassadas pelo IAP.

Com as localizações e imagens que mostram os danos, a polícia esteve nestes locais para averiguar a situação da mata e os responsáveis da prática ilegal, também prevenindo outros desmates.

A operação faz parte do projeto Mata Atlântica em Pé, que tem como parceiros o Ministério Público e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiental e dos Recursos Naturais (Ibama). Nesta segunda etapa da operação, iniciada na segunda-feira (10/09), outros 14 estados brasileiros que possuem Mata Atlântica também fazem ações de fiscalização, simultaneamente, com apoio dos respectivos Ministérios Públicos estaduais.

Além dos policiais militares, agentes do IAP e do Ibama auxiliam nas verificações. Após os flagrantes feitos pela PM, o Ministério Público atuará no campo jurídico com a abertura de processos nas esferas penal e cível. Ao mesmo tempo, o IAP vai emitir os autos de infração e iniciar processos administrativos para estabelecer as multas e medidas a fim de reparar os danos causados.

APRENDIZADO – A Operação Mata Atlântica também serve como base para policiais ambientais que estão sendo instruídos por fiscais do IAP no momento da lavratura do Auto de Infração (multa). A ideia é que eles aprendam como deve ser o procedimento para que também possam atuar no processo administrativo em casos de crimes ao meio ambiente, conforme está previsto em convênio firmado em 2016 entre as instituições.

INTELIGÊNCIA – As informações coletadas em campo pelos policiais e fiscais do IAP vão compor um banco de dados que está integrado ao Sistema de Gestão Ambiental (SGA) utilizado pelo instituto no monitoramento e licenciamento ambiental. Dessa forma, ao analisar uma solicitação de licenciamento, os técnicos do IAP conhecerão os passivos do local e dos empreendedores.

(Agência Estadual de Notícias)