Francisco Beltrão
Foto Divulgação/Assessoria

Nesta semana, esteve em pauta um projeto de lei para acrescentar um parágrafo no artigo 6, da lei que trata das diárias concedidas no Poder Legislativo. O assunto causou debate entre os vereadores. A proposição foi do próprio Poder Legislativo, subscrito por todos os vereadores. A tendência era de que o projeto passaria sem nenhum percalço. Porém, o vereador Zé Carlos Kniphoff (PDT) a pedido do grupo político, solicitou o arquivamento da matéria, quando o projeto estava em discussão entre os vereadores. Acatando o pedido de um membro do legislativo, a presidente Elenir Maciel (PP) colocou em votação e o projeto de lei foi arquivado, pois por 7 votos a 4, os vereadores definiram assim.

“Não sou contra a explanação na tribuna, mas o tempo é insuficiente para repassar o conhecimento adquirido num curso ou numa palestra que estivermos participando. Essa modificação da lei das diárias não tem nada a ver com transparência como os vereadores de oposição estão dizendo, o meu pedido de arquivamento da matéria é para elaborarmos melhor a proposta, inclusive, quero incluir modificações em toda a lei”, afirmou Zé Carlos.

Na tribuna, o vereador Aires Tomazoni (MDB) e Camilo Rafagnin (PT) defenderam que o simples fato de informar aos demais vereadores o curso que estão fazendo ou pra onde estão viajando, dará mais credibilidade aos vereadores que estão pegando diária. “Penso que quando nós viajamos, temos que prestar contas”, disse, e acrescentou: “Que vá viajar, e volte aqui e faça um relato. Por quê? Porque o dinheiro é público, aqui é o lugar de se discutir, aqui é o parlamento. Nós vamos na contramão do que a população quer, nós temos que mudar”, declarou Aires nas explicações pessoais.

A vereadora Lurdes Pazzini (MDB) também usou a palavra na tribuna para dizer que cada vereador foi eleito pelo povo, para defender os interesses dos beltronenses, e não para ficar dando explicações aos demais vereadores da casa.

A favor do arquivamento votaram os vereadores: Zé Carlos Kniphoff(PDT), Dile Tonello(PMN), Pedro Tufão(DEM), Lurdes Pazzini(MDB), Silmar Gallina(PSDB), Fran Schmitz(PSDB) e Léo Garcia(PSC). Contra o arquivamento: Camilo Rafagnin (PT), Daniela Celuppi (PT), Evandro Wessler (PPS) e Aires Tomazoni(MDB). O vereador Rodrigo Inhoatto (PDT) estava com uma licença-médica, por isso não votou, assim como a presidente, que também não vota neste caso.

(As informações são da Assessoria)