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Neste sábado (18) às 19h05 no Ginásio da Neva, Marreco e Cascavel fazem o segundo jogo da semifinal da Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal, de olho na chance de disputar o título estadual contra o Pato Branco. Na primeira partida em Francisco Beltrão, vitória do Marreco por 5 a 1, que garante à equipe do sudoeste a vantagem de jogar pelo empate para avançar, enquanto ao Cascavel só resta vencer no tempo normal para levar a decisão para os pênaltis.

A partida é a última chance de as equipes prolongarem o calendário, já que no caso de eliminação, também termina a temporada, isso porque o Cascavel disputa somente a Série Ouro, e o Marreco acabou eliminado na semifinal da Liga Nacional na última semana. Para alguns atletas também é a chance de mostrar trabalho e garantir um lugar entre as renovações para o próximo ano, ou despertar o interesse de outros clubes.

Baseado no histórico de decisões na Neva, fica difícil imaginar o que vai acontecer quando a bola rolar, e ainda mais difícil prever o resultado quando ela parar. Apesar de não ter uma capacidade expressiva, o ginásio vira um caldeirão quando lotado, e Nei Vitor sabe muito bem utilizar a pressão das arquibancadas sobre a arbitragem e o adversário. O técnico pentacampeão Paranaense tem experiência de sobra para reverter o placar do primeiro jogo, mesmo que seu time seja inferior dentro de quadra, como é neste ano. Porém, do outro lado tem Baiano, hexacampeão Paranaense, com bagagem suficiente para suportar a pressão e confirmar a vaga na decisão. O duelo entre os treinadores favorece sempre quem tem o melhor elenco, mas em termos de rivalidade e de arbitragem, fica difícil considerar um favorito, até porque o futsal é essa viciante caixinha de surpresas que reserva sempre o melhor para momentos como esse.  

Sobre os elencos, o Marreco parece ter uma vantagem no que diz respeito a qualidade técnica, e principalmente carrega uma vontade enorme de chegar à primeira final para enfrentar justamente o Pato Branco, seu maior rival. O Cascavel também tem uma carga extra para estimular o fator psicológico, até porque liderou a primeira fase inteira, em um ano onde se falava em reformulação e transição, e agora existe a chance de estar na decisão. Não podemos esquecer-nos do confronto entre os dois também na semifinal da Série Ouro em 2014 quando o Marreco vencia por 4 a 1 e deixou o Cascavel empatar e virar no fim com um gol irregular.

São ingredientes que podem fazer desta a melhor partida do campeonato, opondo técnicos e elencos experientes, torcidas que sempre rivalizam e a sede de levantar a taça no fim do ano. 



Lucas Maciel
17/11/2017



Foto: Adolfo Pegoraro