Mulher com esclerose múltipla está precisando de ajuda no bairro Pinheirinho
Jair Polasso com a esposa Noili, que está acamada e precisando de cuidados 24 horas por dia. Crédito: Adolfo Pegoraro/Rádio Educadora
Por Adolfo Pegoraro – Até dezembro de 2023, Noili Maria Polasso tinha uma vida normal. Ela trabalhava como empregada doméstica ou como diarista, se virava como podia. Se não tinha locomoção, ela ia a pé pela cidade inteira.
Ela e o marido Jair Polasso moram na rua Mauá, no bairro Pinheirinho, em Francisco Beltrão. Ele sempre trabalhou como construtor. “A gente até queria fazer uns enfeites de Natal na casa, tinha um dinheiro pra fazer algo bem bonito. Só que aí a Noili adoeceu e a gente não parou mais de gastar dinheiro com a saúde dela”, comenta Jair, que hoje está numa situação financeira bem complicada.
A Noili foi diagnosticada há três anos com esclerose múltipla, uma doença neurológica autoimune provocada por mecanismos inflamatórios e degenerativos que comprometem principalmente o sistema nervoso. Aos poucos, ela foi perdendo o movimento das pernas, de um dos braços e ficou acamada. Hoje, aos 56 anos, ela tem dificuldade até para engolir os alimentos. Faz três meses que eles perderam o auxílio doença no INSS, estão tentando recuperar esse benefício com um advogado. Aí a situação complicou de uma vez, pois o Jair não pode mais trabalhar pra cuidar da esposa e a família está sem renda nenhuma.
“Agora ela não consegue mais mexer no próprio celular, então não posso deixar ela sozinha em casa porque ela não tem como me chamar em uma emergência. Então não dá mais pra sair pra trabalhar. No INSS me disseram que o CID (Classificação Internacional de Doenças) estava errado e o médico tá demorando pra resolver a situação. Aí a gente fica nesse impasse, sem renda nenhuma dentro de casa. Vamos tentar resolver com um advogado, mas enquanto isso não acontece a gente vai se desfazendo de patrimônio. Eu já vendi o meu carro. Ainda que não pagamos o aluguel, mas as parcelas do financiamento da casa já estão ficando atrasadas, porque já faz muito tempo que a gente está gastando com a saúde dela”, disse Jair, emocionado, em entrevista pra Rádio Educadora. Com doações dos ouvintes da rádio, o a reportagem da emissora levou nesta semana uma cesta básica pra família, pra ajudar pelo menos neste primeiro momento. Mas essa família da Cidade Norte está precisando da ajuda da comunidade.
Pix para doações
Quem puder ajudar, o pix da Noili Maria Polasso é o número do celular dela: 46 98404 9204. “A gente se sente mal em pedir ajuda, mas é que já estamos sem alternativas. Esses dias fizemos uma rifa com os amigos, já ajudou bastante, mas os gastos são altos. Além da esclerose múltipla, eu tenho trombose. A injeção da esclerose eu estou conseguindo com o SUS, mas os remédios da trombose estamos comprando no particular”, relata Noili.
