Morte de peixes no Parque Alvorada alerta para os riscos da alimentação inadequada

Morte de peixes no Parque Alvorada alerta para os riscos da alimentação inadequada

Morte de peixes no Parque Alvorada alerta para os riscos da alimentação inadequada

Foto: Assessoria

A Vigilância Sanitária de Francisco Beltrão reforça a importância de a população evitar oferecer alimentos inadequados aos peixes e aves que vivem nos lagos do município. A orientação ocorre após uma ocorrência registrada recentemente no Lago do Parque Alvorada, onde foram encontrados peixes mortos durante uma vistoria realizada pela equipe.

De acordo com o médico-veterinário da Vigilância Sanitária, Arnaldo Rafael Donatti, o departamento recebeu uma denúncia sobre a mortalidade de peixes e, ao chegar ao local, além de constatar alguns exemplares mortos, identificou uma situação que pode ter contribuído para o problema. “Durante a vistoria, encontramos uma pessoa alimentando os peixes com restos de comida. Apesar da boa intenção, esse tipo de alimento não é adequado. Os resíduos acabam formando uma camada de gordura na água e favorecem a proliferação de algas, reduzindo a quantidade de oxigênio disponível. Esse desequilíbrio pode provocar a morte dos peixes, como ocorreu nessa situação”, explica.

A prática de alimentar os animais é comum entre famílias que frequentam os parques e lagos da cidade, mas a Vigilância Sanitária alerta que alimentos destinados ao consumo humano, como pães, bolos, arroz, massas e outros restos de comida, podem causar sérios impactos ao ecossistema aquático.

Saiba como alimentar peixes e aves sem prejudicar os lagos

A recomendação é que, caso a população queira alimentar os animais, utilize apenas produtos apropriados para cada espécie. “Para os peixes, o ideal é utilizar ração específica para peixes. Já para as aves, existem rações apropriadas ou alimentos indicados, como milho. Dessa forma, é possível cuidar dos animais sem prejudicar a qualidade da água e o equilíbrio ambiental”, orienta Arnaldo. A Vigilância Sanitária destaca que a preservação dos lagos depende da colaboração de todos. Pequenas atitudes fazem a diferença para manter os animais saudáveis, a qualidade da água e o equilíbrio do ecossistema, garantindo que esses espaços continuem sendo locais seguros para o lazer e o contato com a natureza.

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