Mãe e recém curada do câncer; quem era a mulher morta por marido em falso assalto
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Jaqueline Rodrigues Pereira, mulher de 37 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça em um assalto forjado, era mãe de um menino de 11 anos. O principal suspeito pelo crime é o marido da vítima. De acordo com a família, ela havia se formado há um mês no curso de Gestão Ambiental e se curou de um câncer de mama em março deste ano.
O marido de Jaqueline, de 37 anos, foi preso na sexta-feira (26), em um hotel de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, 13 dias depois da morte de Jaqueline. Os dois se conheciam há 12 anos e estavam casados há dois anos.
“Mesmo enfrentando a doença por mais de um ano, ela nunca abaixou a cabeça. Nunca chorou, nunca demonstrou fraqueza. Sempre com um sorriso no rosto”, contou a irmã Ana Cláudia.
Recém-formada em Gestão Ambiental, Jaqueline trabalhava como afiadora de facas em um frigorífico em Itaipulândia, no oeste do Paraná.
As investigações apontam que após a execução do homicídio, o marido teria forjado uma cena de suposto assalto para se livrar da culpa.
O delegado Walcely de Almeida disse à CNN que o suspeito acionou um familiar e a polícia, alegando que indivíduos teriam entrado no imóvel para furtar objetos, e que ele próprio havia sido atingido por um tiro.
Na cena do crime, a polícia identificou que os cômodos estavam revirados, com portas de armários e guarda-roupas abertas, simulando o roubo.
Investigação e chegada ao suspeito
A investigação, liderada pelo delegado Walcely de Almeida, concentrou-se em métodos de análise técnica e comportamento para apurar a simulação.
A investigação dependeu da recuperação de áudio e imagem de uma câmera de segurança, cujo software original precisou ser decodificado para converter o vídeo com áudio.
A principal quebra do álibi veio da recuperação do áudio de uma câmera de segurança, que registrou um primeiro tiro abafado às 5h22 da manhã. Cerca de dez minutos depois, às 5h32, foi enviada uma mensagem “muito estranha”, segundo o delegado, do celular da vítima para um grupo de família, sugerindo que ela ainda estaria viva.
Aproximadamente uma hora depois do primeiro tiro, por volta das 6h29, foi ouvido um segundo disparo, descrito como “muito bem mais alto”, de acordo com a polícia.
Um elemento inusitado na gravação foi crucial para vincular o marido à arma do crime. Ao melhorar a imagem das câmeras de segurança, investigadores identificaram um “vulto de gente” passando rapidamente, carregando o que se suspeita ser a espingarda usada no crime. A imagem do vulto ajudou a identificar Adriano.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná.
Fonte: CNN
