Paraná
Imagem ilustrativa retirada da internet

Nesta sexta-feira (22), a data é lembrada no Paraná como Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. O dia foi escolhido para marcar o combate mais que necessário ao crime em decorrência da morte da jovem Tatiane Spitzner. Aos 29 anos, em 2018, ela foi morta e jogada da sacada do prédio onde morava com o marido.

Um balanço da Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp) mostra que uma mulher morreu vítima de feminicídio a cada cinco dias no Paraná no primeiro trimestre deste ano. Conforme os dados, foram 19 crimes registrados entre janeiro e março de 2022.

O Código Penal prevê, desde a tipificação, o feminicídio como qualificador do crime de homicídio. A lei se deu por razões ligadas à “condição do sexo feminino” quando, por exemplo, envolve violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Em diferentes cidades do estado, manifestações foram feitas para homenagear as mulheres que perderam a vida pelo simples fato de serem mulheres.

No Paraná, até junho deste ano, o Tribunal de Justiça do estado (TJ-PR), teve conhecimento de 96 novos casos de feminicídio. Quando os números tratam de violência doméstica, o número chega a quase 23 mil no primeiro semestre de 2022.

Dados do Tribunal ainda mostram que mais de 20 mil medidas protetivas de urgência foram solicitadas no mesmo período do ano no estado.

Já um levantamento do Ministério Público (MP-PR) mostra que o órgão ofereceu 1.212 denúncias pelo crime no Paraná desde ele foi tipificado em lei, em 2015.

No mesmo período, foram 567 condenações pelo crime registradas no estado no TJ-PR.

PP News com G1 PR