Governo Lula terá de remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para bancar benefícios anunciados na campanha
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
Reeleito para um quarto mandato neste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de reorganizar parte do Orçamento federal de 2027 para financiar medidas anunciadas durante a campanha eleitoral.
Segundo estimativa do Ministério do Planejamento e Orçamento, será necessário remanejar aproximadamente R$ 20 bilhões para acomodar despesas previstas para o próximo ano. O valor representa pouco mais de 1% dos gastos primários sujeitos ao limite estabelecido pelas regras fiscais.
Entre as principais medidas anunciadas pelo governo está o reajuste do Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 22,7 bilhões em 2027. Outra iniciativa é uma nova edição do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, que deverá exigir cerca de R$ 5 bilhões inicialmente.
O fim das apostas esportivas online, as chamadas bets, também terá consequências para as contas públicas. A estimativa é de que a União deixe de arrecadar aproximadamente R$ 5,3 bilhões no próximo ano com a medida.
Promessas para estudantes e microempreendedores
Além das iniciativas já anunciadas pelo governo, Lula apresentou novas propostas durante a campanha presidencial.
Uma delas é a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes universitários. Outra é a criação do chamado Pix MEI, que prevê a transferência de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais, conforme as regras que ainda deverão ser estabelecidas.
O presidente também encaminhou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir transporte público gratuito aos fins de semana.
A proposta prevê utilizar 26,8% dos recursos destinados às emendas parlamentares para financiar a gratuidade, o equivalente a aproximadamente R$ 12 bilhões em 2027.
Essas iniciativas ainda dependem de diferentes etapas de implementação e, em alguns casos, de aprovação pelo Congresso Nacional.
