Geração de empregos em junho tem pior desempenho desde 2020
O Brasil encerrou o mês de junho com 145.138 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, o resultado foi o mais baixo para um mês de junho desde 2020, período marcado pelos impactos da pandemia de Covid-19.
O desempenho é resultado de 2,2 milhões de admissões e cerca de 2,1 milhões de desligamentos registrados ao longo do mês. Na comparação com junho de 2025, quando foram abertas mais de 200 mil vagas formais, houve uma desaceleração na geração de empregos.
Mesmo com a perda de ritmo, todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo na criação de vagas. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, seguido por Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária.
Economistas avaliam que a desaceleração acompanha o ritmo mais moderado da economia brasileira, influenciado pelos juros elevados e pela redução da atividade em alguns segmentos. Ainda assim, o mercado formal de trabalho segue acumulando saldo positivo em 2026.
Os dados do Novo Caged consideram apenas empregos com carteira assinada e são divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
