Cidade

Francisco Beltrão fará o Dia de Mobilização sobre Luta da População em Situação de Rua

O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é celebrado nesta segunda-feira, 19 de agosto. A data visa mobilizar e conscientizar as pessoas sobre as dificuldades enfrentadas por milhões de brasileiros que vivem nas ruas.

A data foi instituída em memória ao triste episódio ocorrido em 2004, quando sete pessoas em situação de rua foram brutalmente assassinadas na Praça da Sé, em São Paulo. Esse evento trágico expôs de maneira dramática a vulnerabilidade extrema dessas pessoas e a urgente necessidade de políticas públicas que assegurem seus direitos básicos, como moradia, saúde e dignidade.

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Em Francisco Beltrão, os dados do Cadastro Único apontam que 46 pessoas estão em situação de rua no município. De acordo com diagnóstico elaborado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, destes, 91% são homens adultos com idade entre 35 e 59 anos, em sua maioria com o Ensino Fundamental incompleto.

A secretária Nádia Bonatto enfatiza que, “a partir deste diagnóstico temos aprimorado o atendimento direcionado a este público e dentro do que prevê a Política Pública de Assistência Social, são três os principais canais de atendimento, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, o Serviço Especializado em Abordagem Social e a Casa de Passagem”.

A Abordagem Social atendeu 375 pessoas no primeiro semestre de 2024. Entre estas, estavam tanto aquelas de passagem pelo município quanto as que vivem de maneira permanente aqui. Quanto as características da situação de rua, deste total atendido, o maior número (220) são migrantes ou transeuntes e 111 usuários de drogas.

Também foi constatado prela Abordagem Social que, atualmente, existem 35 pessoas em situação de rua, que vivem permanentemente em Francisco Beltrão, sendo 29 homens e 6 mulheres. Esses indivíduos, em sua maioria, têm o Ensino Fundamental incompleto e dependem do mangueio (ato de pedir dinheiro na rua) como principal fonte de renda.

Os locais de abrigo geralmente incluem a rua e marquises, com concentrações no centro (11), e nos bairros Industrial (1), São Miguel (6), Cango (5), Padre Ulrico (4), Nova Petrópolis (1), Cristo Rei (1) e Cidade Norte (6). Além deste mapeamento, também é realizado o acompanhamento e oferta dos serviços disponíveis.

A Abordagem Social realizou neste semestre os seguintes procedimentos:

Atendimentos Telefônicos e Denúncias:

–  Verificação de denúncias da sociedade civil;

 Atendimento a Pessoas em Situação de Vulnerabilidade Migrantes:

– Em busca de trabalho, com objetivo de permanecer na cidade

– Transeuntes: Em trânsito ou rota pelo município

– Imigrantes: De outras nacionalidades

– Povos Originários: Indígenas e ciganos

Busca e Abordagem

– Buscas Ativas: Localizar pessoas em situação de rua

– Rondas: Verificação de possíveis locais de permanência e pernoite

– Orientações Gerais/Abordagens: Realizadas em ruas e praças

 Atendimentos e Encaminhamentos Atendimentos

– Presenciais: Na unidade do CREAS

–  Encaminhamento para a Casa de Passagem

– Encaminhamento para o CRAS

– Encaminhamento para Poupa Tempo

–  Encaminhamento para Unidades Básicas de Saúde

– Encaminhamento para o CAPS AD II / Saúde Mental

Transportes

– Transporte de Retorno à Cidade de Origem

–  Passagens Fornecidas pelo SEAS

A Casa de Passagem é o local destinado ao acolhimento temporário para essa população, fornecendo serviços essenciais para apoiar e reintegrar essas pessoas. De janeiro a junho deste ano, 547 usuários foram acolhidos no local, sendo a maioria homens adultos com Ensino Fundamental e que estão na rua há menos de um ano. O principal motivo para a situação de rua tem sido os conflitos familiares, frequentemente gerados pelo uso de álcool e drogas.

 “Esses dados reforçam a importância do 19 de agosto como um dia para promover debates e ações que visem a erradicação da exclusão social e ao fortalecimento das redes de proteção social. É uma demanda muito complexa e esta data é também um chamado para que a sociedade civil, os governos e as organizações não-governamentais se unam na busca por soluções concretas que garantam o direito à cidadania e à dignidade para todos, independentemente de sua condição social”, enfatiza a secretária Nádia.

Assessoria

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