Francisco Beltrão discute criação de rede de atendimento contra violência política de gênero

Francisco Beltrão discute criação de rede de atendimento contra violência política de gênero

Francisco Beltrão discute criação de rede de atendimento contra violência política de gênero

Foto: Assessoria

A Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão realizou, na noite de quinta-feira (10), uma audiência pública para discutir a violência política de gênero e formas de ampliar a proteção às mulheres que ocupam ou participam de espaços públicos e políticos.

A iniciativa foi proposta pela vereadora e procuradora das Mulheres no Legislativo, Mara Fornazari Urbano, e reuniu representantes de instituições públicas, entidades de defesa dos direitos das mulheres e da sociedade civil.

Entre as expositoras estiveram a defensora pública Gabriela Vizel Gomes, do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM) da Defensoria Pública do Paraná; Andrea Rolim de Moura, analista da Justiça Eleitoral e chefe do Cartório da 140ª Zona Eleitoral de Marmeleiro; a procuradora municipal Fernanda Trindade; e as representantes do Núcleo Maria da Penha da Unioeste, a advogada Izabela Spezzia e a psicóloga Maria Regina Tusky.

Também participaram o presidente da Câmara, Cidão Barbiero; o prefeito Antonio Pedron; a secretária municipal da Mulher e Igualdade Racial, Elenir Maciel; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Valentina Coelho; além de representantes da sociedade civil.

Durante a audiência, foram discutidas as diferentes formas de violência política contra as mulheres. Gabriela Vizel Gomes explicou que as agressões podem ocorrer por meio de ameaças, interrupções, desqualificação e ataques relacionados à condição feminina. Ela também destacou a diferença entre crítica política e violência: críticas a decisões, projetos e posicionamentos fazem parte do debate democrático, enquanto ataques relacionados à aparência, maternidade, honra ou saúde mental podem ultrapassar esse limite.

Andrea Rolim de Moura abordou a participação feminina nas eleições e as fraudes envolvendo a cota de gênero, ressaltando a necessidade de participação efetiva das mulheres nas disputas eleitorais.

Fernanda Trindade falou sobre situações enfrentadas por mulheres que atuam em instituições públicas. Já Izabela Spezzia e Maria Regina Tusky apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Maria da Penha da Unioeste e reforçaram a importância de uma rede articulada de atendimento e proteção.

Ao final, Mara Fornazari destacou a necessidade de transformar o debate em medidas concretas de acolhimento e proteção às vítimas. Entre os encaminhamentos discutidos está a criação de um fluxo municipal de atendimento para casos de violência política de gênero, integrando os diferentes serviços e instituições envolvidos.

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