Policial

Força tarefa desarticula quadrilha acusada de aterrorizar a região

Major Edson e delegado Sandro Spadotto Barros durante coletiva a imprensa– Foto Adolfo Pegoraro/Rádio Educadora

Mais de 60 Policiais Civis e Militares desarticularam nesta segunda-feira, (01,) uma perigosa associação criminosa suspeita de cometer pelo menos 15 roubos nos últimos meses.

A operação “muchachos”, como foi denominada, cumpriu 11 mandados judiciais expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Salto do Lontra, sendo 6 de Prisão Preventiva e outros 5 de buscas domiciliares.

As diligências ocorreram de forma simultânea e sincronizada nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nas cidades de Barracão, Chopinzinho, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Santo Antônio do Sudoeste, São Lourenço do Oeste e São Leopoldo.

Num dos crimes, em plena luz do dia, ao estilo “novo cangaço”, a quadrilha cometeu roubo na agência Cooperativa Cresol na cidade de Nova Esperança do Sudoeste no dia 15 de maio de 2018.

Além do que, no mês seguinte, 28 de junho, a associação criminosa voltou a atacar a mesma cooperativa, agora com a utilização de explosivos tentando abrir o cofre da agência.

O grupo é suspeito de cometer outros roubos a residências e de veículos na região, alguns deles levando as vítimas como reféns para servirem como “escudos humanos” num eventual confronto com as forças de segurança, crimes estes ocorridos em diversas cidades, como no interior de Francisco Beltrão, Guarapuava, Chopinzinho, Pinhão, Reserva do Iguaçu, Barracão, Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita.

Segundo as investigações, tudo começou em meados de março de 2018, quando três integrantes que até então estavam presos na Penitênciaria Estadual de Francisco Beltrão, de onde empreenderam fuga, a partir de então, associaram-se para o fim especifico de cometerem crimes, junto com outros dois, sendo um de nacionalidade Argentina.

A associação também contava com o apoio da esposa de um deles. Ela é suspeita de esconder e transportar parte das armas, e emprestava seu veículo particular para o bando, além de permitir que se escondessem em sua residência após os roubos.

De acordo com a Polícia, a quadrilha, fortemente armada, costumava agir com grave ameaça e extrema violência, rendiam as vítimas e delas subtraiam dinheiro, joias, veículos e eletrônicos, mas a preferência era agir contra instituições financeiras e o roubo de camionetes de luxo, estas destinadas a Argentina.

Um grande arsenal de armas de fogo e munições foram apreendidas, como pistolas 9mm, rifles, espingardas diversas, revolver calibre .38, coletes balísticos, munições de calibres .22, .44, .38, 9mm, 7,62, um fuzil Mauser calibre 308 equipado com luneta, aumentando assim seu poder de precisão e uma submetralhadora INA, calibre .45 que é capaz de disparar mais de 600 tiros por minuto, além de cerca de 1kg de emulsão explosiva e 5 (metros) de cordel detonante, material este utilizado para arrombar cofres e caixas eletrônicos.

O Delegado Sandro Spadotto Barros, que preside os Inquéritos Policiais, enalteceu o trabalho da força tarefa composta por policiais civis e militares da região: “nossos policiais civis e militares se dedicaram ao extremo na coleta de evidências de provas e na identificação dos suspeitos, um trabalho de excelência, um duro golpe contra a criminalidade”.

Por sua vez, o Comandante do 21° BPM, Major Edson, disse que “a Operação ‘Muchachos’ foi um sucesso, mostramos mais uma vez que a parceria entre as forças de segurança é o caminho a ser seguido, lado a lado com a Polícia Civil desarticulamos mais essa perigosa quadrilha, a qual estava aterrorizando a população das nossas cidades, levavam o medo, a destruição, e agora com a prisão desses indivíduos, restabelecemos a ordem que vinha sendo violada”.

“Essa operação teve o apoio de muita gente, de diversas forças policiais e órgãos da justiça, contamos com o fundamental apoio do Ministério Público e Poder Judiciário de Salto do Lontra, da Polícia Civil de diversas cidades e de policiais do 3° Batalhão de Pato Branco, 16° Batalhão de Guarapuava, BPFRON, Polícia Federal e da Polícia Militar de Santa Catarina, integração essa capaz de promover estes excelentes resultados ” complementou o Major Edson.

A “Operação Muchachos” foi assim denominada, devido a relação da quadrilha com membros da Argentina, pois de acordo com as investigações esse País era o destino final das camionetes roubadas, bem como era o local onde estes também ficavam homiziados após cometerem os crimes nas cidades brasileiras que fazem fronteira, além do fato de que “Muchachos” em espanhol significa “Rapazes” e era assim que os integrantes da quadrilha eram denominados pelo integrante argentino.

(Assessoria Polícia Militar)

Fotos PM

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