Estudo mostra que metade dos beneficiados no Bolsa Família se afastam do mercado de trabalho

Estudo mostra que metade dos beneficiados no Bolsa Família se afastam do mercado de trabalho

Estudo mostra que metade dos beneficiados no Bolsa Família se afastam do mercado de trabalho

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a cada duas famílias beneficiadas com o programa Bolsa Família, uma deixa o mercado de trabalho. As chances de estar ocupado e ter um emprego formal caíram 13% entre os beneficiários recém-incluídos, segundo o estudo conduzido pelo pesquisador Daniel Duque.

A análise tem como base a ampliação do valor médio do benefício para cerca de R$ 670,00 em 2023, impactando principalmente jovens de 12 a 30 anos nas regiões Norte e Nordeste. Atualmente o Governo Federal transfere em média mais de R$ 168,3 bilhões por ano com o programa.

“O governo tem acesso às informações de emprego formal, diferentemente das ocupações informais. Evitar um emprego formal que potencialmente torne a família inelegível ao Bolsa Família é uma preocupação geral”, afirma Duque.

Apesar das regras de desligamento gradual, a renda segura do programa afasta as pessoas de buscar qualificação, oportunidades de emprego e capacitação para conseguir um emprego formal. O adiamento do ingresso de jovens no mercado de trabalho torna-se praticamente irreversível, tendo em vista que muitos passam a ter a sua própria família e deixam de buscar oportunidades para ter autonomia financeira, gerando um efeito colateral interminável e totalmente dependente do governo.

A regularidade de crianças em escolas para que o benefício continue sendo ofertado não garante que ao encerrar este ciclo, o jovem vá buscar outras graduações, ou até mesmo um emprego formal.

Segundo dados do Governo Federal, no recorte por regiões, a Nordeste reúne o maior número de contemplados em julho. São 9 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6 bilhões.

Na sequência aparece a região Sudeste (5,6 milhões de famílias e R$ 3,6 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,5 milhões de famílias e R$ 1,8 bilhão), Sul (1,3 milhão de beneficiários e R$ 895 milhões) e Centro-Oeste (1 milhão de famílias e R$ 700 milhões).

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