Duas aeronaves atuam em captação de órgãos em Francisco Beltrão

Duas aeronaves atuam em captação de órgãos em Francisco Beltrão

Duas aeronaves atuam em captação de órgãos em Francisco Beltrão

Uma operação aérea foi realizada para a captação e transporte de órgãos em Francisco Beltrão, no Hospital Regional do Sudoeste. A ação envolveu a doação de múltiplos órgãos de uma paciente jovem, após confirmação de morte encefálica.

Na noite de domingo (5), um avião pertencente ao Estado do Paraná e operado pela Casa Militar do Paraná partiu de Curitiba e pousou no Aeroporto Municipal Paulo Abdalla. Na segunda-feira (6), às 10h30 uma segunda aeronave, um helicóptero pertencente ao SAMU de Maringá, pousou no aeroporto para realizar o transporte de outros órgãos da mesma doadora.

As equipes se dividiram após o procedimento no hospital e no avião foram transportados um coração, o rim esquerdo e parte do fígado, além do baço e linfonodos. No helicóptero, uma equipe médica levou o rim direto e outra parte do fígado, destinados a pacientes internados em Maringá. As córneas foram levadas para Cascavel, no Banco de Olhos, em um veículo do Estado.

Responsável pela captação do fígado, o médico José Sampaio Neto destacou a eficiência da estrutura logística e a agilidade no deslocamento, fatores fundamentais para o sucesso do procedimento e para o aproveitamento dos órgãos sem perda de tempo. “Essa operação foi possível graças à logística que temos no nosso estado, que realmente é privilegiada. Fomos de avião, voltamos de avião, saímos ontem à noite e chegamos agora pela manhã, sem perda de tempo além do estritamente necessário. Outro ponto importante foi a possibilidade de utilizar o mesmo fígado para dois pacientes. Uma fração foi destinada para um paciente em Curitiba, e o restante seguiu para Maringá. Isso só é possível graças à integração e ao apoio da Casa Militar, que permite ampliar o número de vidas atendidas”, destacou o médico.

No Hospital Regional do Sudoeste, somente neste ano já foram registradas quatro notificações de morte encefálica. Em três casos, houve autorização familiar para a doação de órgãos, reforçando a importância do diálogo sobre o tema.

Pela legislação brasileira, a decisão final cabe aos familiares de primeiro grau, o que torna essencial que o desejo de doar seja manifestado ainda em vida. Um único doador pode salvar até oito vidas, com a doação de órgãos como coração, fígado, rins, pulmões e pâncreas. No entanto, a efetivação depende de fatores como compatibilidade e condições clínicas. Mais do que uma operação médica, a ação registrada em Francisco Beltrão evidencia como a integração entre equipes de saúde e logística aérea pode transformar a doação de órgãos em novas chances de vida. Em um cenário onde cada minuto conta, a rapidez no transporte se consolida como peça-chave para que histórias tenham um novo começo.

Com assessoria PMFB

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