Cirurgias complexas têm sido adiadas devido à alta demanda de emergências com motociclistas
Foto: Lucas Maciel/PP News
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Sistema Único de Saúde (SUS), divulgou dados preocupantes sobre o número de cirurgias eletivas de alta complexidade que têm sido adiadas. O principal motivo é que os recursos, leitos e equipes médicas são direcionadas para atender vítimas de acidentes de trânsito – em sua grande maioria envolvendo motociclistas.
Em 2024, segundo o Instituto, 1.450 cirurgias eletivas de alta complexidade deixaram de ser realizadas por conta das transferências de emergência envolvendo vítimas de acidente de trânsito. Um em cada cinco desses pacientes havia sofrido uma lesão grave em uma motocicleta.
A dinâmica de atendimento médico exige que quando uma cirurgia de emergência com trauma ortopédico seja à unidade hospitalar, pacientes que aguardavam na fila de espera deixam de ser atendidos pois perdem a preferência no quadro de emergência.
As internações de motociclistas exigiram um gasto adicional de mais de R$ 2 bilhões, ou cerca de 55,2% de todo o valor investido para gastos hospitalares de vítimas de trânsito.
A segunda categoria mais presente entre essas hospitalizações foi a de pedestres, com quase 1 milhão de casos a menos e uma fatia de 19,4% do total.
Somente em 2025, de janeiro a junho, o Instituto calcula que precisou realziar cirurgias de alta complexidade em cinco pacientes graves por semana transferidos após acidentes de trânsito, gerando mais uma vez um efeito colateral para aqueles que aguardam na fila de espera com problemas ortopédicos.
