Saúde
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Assessoria – Dia 4 de fevereiro é Dia Mundial de Combate ao Câncer e, apesar de a palavra estar associada pela população a pacientes em estado terminal da doença, a mensagem é de esperança e de revisão dessa definição. Isso porque, se diagnosticado no início, em alguns casos e tipos, o câncer tem quase 100% de chance de cura.

Para que isso aconteça, no entanto, uma série de cuidados e hábitos é necessária, principalmente no que diz respeito à prevenção, conforme explica a médica oncologista do CEONC Hospital do Câncer, Tariane Foiato. 

“Podemos dizer que tudo tem início na pré-concepção e durante a própria gestação. Se a mãe mantém hábitos de vida saudáveis, o resultado é um desenvolvimento e crescimento adequados do feto. Na infância, se forem preservados cuidados na alimentação, um bom ambiente familiar e atenção ao desenvolvimento intelectual e físico, o reflexo será um adolescente e adulto jovem com boas escolhas e apto a ter um autocuidado, sem excessos e com menores chances de desenvolver doenças crônicas”, afirma a médica.

Os exames de rotina, segundo a médica, também são essenciais e os cuidados precisam começar cedo, principalmente quando se tem um rico histórico de câncer na família. “É preciso analisar a faixa etária em que este familiar teve câncer e começar os exames de rastreio cerca de 10 anos antes. E em caso de qualquer sintoma, procurar atendimento médico”, alerta a doutora.

Mas caso a doença seja diagnosticada em meio a esses cuidados, o tratamento oncológico exige um fator a mais: cooperação . Isso porque, durante o tratamento, muito além da equipe médica, também é preciso que haja dedicação, aderência e confiança por parte do paciente.

Podemos dizer que uma parte do tratamento diz respeito ao trabalho e dedicação da equipe médica e a outra parte ao paciente e rede de apoio, tendo pensamentos otimistas e de perseverança para enfrentar todos os desafios. Sabemos que é difícil, mas a medicina teve grandes avanços e hoje podemos tratar o câncer com muito mais qualidade de vida. O entendimento da biologia tumoral permitiu um maior arsenal de medicamentos, como as drogas alvo, num cenário que antes só tínhamos medidas de conforto para oferecer”, detalha a doutora.

Foi isso que fez a engenheira agrônoma Gleisiele Vieira. A jovem, que agora está com 25 anos, passou por tratamento depois da confirmação de um linfoma na região do ovário. Ela fez tratamento no CEONC e, para incentivar outras mulheres que estavam passando por tratamento, quis posar para um ensaio fotográfico, careca.

“Percebi muitas mulheres com vergonha de raspar a cabeça, mesmo com poucos fios. Há muito preconceito e quando alguém nos vê careca, de peruca ou com lenço na cabeça, nos olha diferente, com um julgamento”, comenta.

Muito ativa, ela passou, há seis meses, pela última quimioterapia e compartilhou nas redes sociais, um pouco da rotina do tratamento. Hoje, a jovem continua compartilhando em sua redes sociais alguns relatos sobre a experiência que teve diante do câncer, além de incentivar outros pacientes a viverem suas vidas sempre dentro da normalidade e respeitando as indicações médicas.

“Em nenhum momento eu perdi a fé. Pedia a Deus que fosse feita a vontade dEle e sabia que jamais ia me abandonar”, lembra Gleisiele.

Tipos de câncer mais comuns

Sem considerar o câncer de pele não melanoma, no Brasil, os cânceres de mama, próstata, colorretal e de pulmão são os quatro tipos mais comuns na população. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a incidência de homens com câncer de próstata em 2020 no Brasil foi de 65.840 novos casos. Já no caso das mulheres, a incidência do câncer de mama no mesmo período foi de 66.280 casos.