Caminhada reúne familiares e moradores em pedido de justiça pela morte de Andrieli Borsati
Foto: Douglas Nunes/ Rádio São João FM
Familiares, amigos e moradores de São João, no Sudoeste do Paraná, participaram, na tarde de domingo (18), de uma caminhada em memória de Andrieli Borsati, de 32 anos, vítima de feminicídio no início de outubro. O ato foi marcado pela emoção, por homenagens e por pedidos de justiça.
A mobilização teve início por volta das 16h, na Avenida 15 de Novembro, em frente à Feira de Artesanato e Sabores. Os participantes percorreram as ruas da cidade até o calçadão da Prefeitura Municipal, em frente à Câmara de Vereadores.
Além de homenagear Andrieli, a caminhada buscou conscientizar a população sobre a violência contra a mulher e reforçar a importância do enfrentamento ao feminicídio.
Andrieli foi morta no dia 6 de outubro
Andrieli foi morta na noite de terça-feira, 6 de outubro, em uma casa de veraneio localizada na região do alagado, no município de Saudade do Iguaçu.
O principal suspeito do crime é um homem de 29 anos, que se apresentou às autoridades policiais em São João.
A morte provocou grande comoção na comunidade, especialmente entre familiares, amigos e pessoas que acompanhavam sua atuação profissional.

Vítima atuava no combate à violência contra mulheres
Advogada, Andrieli exercia o cargo de secretária municipal de Assistência Social de São João e tinha entre suas atividades o desenvolvimento de ações de proteção social e enfrentamento à violência contra a mulher.
A trajetória profissional da vítima deu um significado ainda mais forte à mobilização. Em outubro do ano passado, ela também participava de iniciativas voltadas à conscientização e à prevenção da violência contra mulheres.
A causa que fazia parte de seu trabalho tornou-se, agora, uma das principais mensagens da caminhada realizada em sua homenagem.
Comunidade transforma luto em pedido de justiça
Durante o ato, familiares e moradores demonstraram solidariedade à família e reforçaram a necessidade de combater a violência de gênero.
A caminhada também representou um momento de união da comunidade diante da perda de uma mulher que atuava diretamente na assistência social do município.
Mais do que uma homenagem, a mobilização buscou manter viva a memória de Andrieli e transmitir uma mensagem de que casos de violência contra mulheres precisam ser enfrentados com atenção, prevenção e responsabilização dos autores.
Aos 32 anos, Andrieli deixou uma trajetória ligada ao serviço público e à defesa de mulheres em situação de vulnerabilidade.

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