Câmara de Vereadores repudia decreto que muda regras da educação especial

Câmara de Vereadores repudia decreto que muda regras da educação especial

Câmara de Vereadores repudia decreto que muda regras da educação especial

Foto: Divulgação/assessoria

A Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão aprovou uma Moção de Repúdio contra o Decreto 12.686 do Governo Federal que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, revogando o Decreto 7.611, de 2011, que orienta as políticas públicas voltadas à educação especial do país. A iniciativa é do vereador Emanuel Venzo.

Pelo decreto, o Governo Federal determina que todos os estudantes da educação especial sejam matriculados exclusivamente em classes comuns da rede regular de ensino, restringindo o atendimento em instituições especializadas a situações excepcionais e dependentes de convênios com o poder público.

O objetivo da Câmara com esta Nota de Repúdio é sensibilizar o Governo Federal e o Congresso Nacional a reavaliarem essa decisão, de forma a garantir a manutenção da pluralidade na educação especial, o fortalecimento das APAEs e demais instituições especializadas e a participação efetiva das famílias e das pessoas com deficiência na construção das políticas públicas educacionais.

Na visão do vereador Venzo, a medida retira das famílias o direito de escolher o ambiente educacional mais adequado às necessidades de seus filhos e diminui o papel das instituições especializadas, como as APAEs, que há décadas oferecem suporte pedagógico, terapêutico e social essencial ao desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência.

Segundo ele, o trabalho das escolas e instituições especializadas são de excelência, pois acolhem com qualidade crianças, jovens e adultos com deficiências intelectuais ou múltiplas, oferecendo atendimento e condições adequadas ao aprendizado e ao desenvolvimento integral.

Venzo também destaca que as escolas públicas municipais e estaduais não dispõem, em sua maioria, de estrutura física, equipe técnica ou formação profissional adequadas para absorver a demanda imposta pela nova política, o que pode comprometer a qualidade do ensino e sobrecarregar o sistema educacional.

Também justifica que o Decreto de 2011, que está sendo revogado, garante apoio técnico e financeiro às instituições sem fins lucrativos, fortalecendo um modelo plural e complementar de educação, que respeita as especificidades e os direitos das pessoas com deficiência. Lembra ainda que a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a Lei do FUNDEB asseguram a coexistência de diferentes modalidades de ensino, determinando que a matrícula na rede regular seja preferencial, mas não exclusiva.

“A verdadeira inclusão se constrói com diálogo, investimento em formação profissional, acessibilidade e respeito às necessidades individuais, e não por meio de medidas unilaterais e centralizadoras. Colocar alunos com deficiência em classes comuns, sem o devido suporte, não representa inclusão, mas exclusão disfarçada, comprometendo o direito constitucional à educação adequada”, argumenta o vereador Emanuel Venzo.

Assessoria de imprensa

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

Rolar para cima