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Foto Rádio Ampére

Era começo de tarde de terça-feira, 19, quando a recém nascida Laura Sophia deu um grande susto na família. A jovem mãe Luana amamentava a bebê no sofá da sala da casa dos pais quando a criança de apenas 15 dias se afogou com leite materno. Ao perceber que a filha parou de sugar o peito percebeu que ela estava se afogando. “Ela estava normal e parou de mamar. Ai quando eu olhei para ela já vi ela ficando vermelhinha e não conseguia respirar.”

Luana que recebeu a reportagem das Rádios Ampére AM e Interativa FM conta que imediatamente virou a criança e tentou desafogar. “Eu fiquei nervosa, mas fiz como a pediatra explicou, mas ela não reagiu. Ai minha mãe estava perto e eu passei a Laura para ela tentar também e não conseguiu.”

Emocionada ela conta que depois disso rapidamente entraram no carro para ir ao Hospital Santa Rita para buscar ajuda. O trajeto escolhido pelo pai que dirigia foi justamente um que passava em frente a Posto do Corpo de Bombeiros Comunitário. Foi ali que entrou nessa história de aflição de uma família que procurava socorro o soldado Paulino e sua equipe. Ele é bombeiro militar e é o comandante da unidade local CBC.

Ao descer a avó que levava a menina no colo entregou Laura para a agente Sandra. A profissional já chamou o bombeiro que estava a poucos metros e foi iniciada a manobra para desafogar a bebê. “Eu estava muito nervosa e quando a gente estava dentro do carro eu via a minha filha ficar mais rocha. Os bracinhos dela ficaram bem moles e eu pensei que a gente não ia conseguir salva lá,” conta a mãe.

O comandante dos bombeiros, que acompanhou a reportagem até a casa da família, conta que tudo foi muito rápido. “Eu estava na parte da frente da unidade e quando vimos parou esse carro com a família pedindo socorro. A agente Sandra pegou a criança e já passou para mim. Na hora a gente busca fazer o atendimento da melhor forma possível. Eu virei a criança de bruços no meu braço e fiz a manobra para desobstruir as vias respiratórias. Ela correspondeu e já começou a respirar.”

Após o procedimento os agentes fizeram o transporte de Laura até o Hospital Santa Rita para uma avaliação medica. Na unidade ela passou por uma consulta e foi constatado que estava tudo bem com a recém nascida.
“Nós fizemos a remoção para o hospital para se certificar que estava tudo bem”, destaca Paulino.

MOMENTOS DE AFLIÇÃO
Como não poderia ser diferente Luana conta que ficou muito nervosa. “Eu nem lembro o que foi feito nela. Só sei que ele salvou a vida da minha filha. Se pedir para mim como tudo aconteceu lá nos bombeiros eu não me lembro de nada, foi um grande susto e eu fiquei muito nervosa. Eu até perdi as forças de tão nervosa que eu fiquei.”

O bombeiro, que se tornou pai há poucos meses, salienta que ele só pensou na família e em salvar a bebê. “Agora vendo ela no colo da mãe a gente sente uma sensação de dever cumprido. Eu sou pai há quatro meses e na hora que eu recebi a Laura eu só pensava em fazer ela respirar, pois como pai eu imaginava a aflição que a família estava passando naquele momento.”

CUIDADO REDOBRADO
A jovem mãe e toda família agora passam o dia de olho na pequena Laura. “Se antes a gente já cuidava, agora a gente está de olho toda hora. Qualquer barulho que ela faz quando está deitada eu já vou ver. Quando ela está mamando eu já fico cuidando também. A gente não consegue nem dormir tranquila depois desse susto.”

Ao final da visita feita pela nossa reportagem e pelo soldado Paulino a família agradeceu o bombeiro e toda equipe. “A gente quer agradecer de coração o que fizeram, pois foram eles que trouxeram minha filha de volta.”

Fonte Jornalismo Rádio Ampére