Atraso na compra de vacinas gerou perda de R$ 260 milhões no governo Lula, afirma TCU

Atraso na compra de vacinas gerou perda de R$ 260 milhões no governo Lula, afirma TCU

Atraso na compra de vacinas gerou perda de R$ 260 milhões no governo Lula, afirma TCU

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

O Tribunal de Contas da União (TCU), realizou uma auditoria sobre o processo de contratação de vacinas Coronavac para a Covid-19, indicando uma perda de cerca de R$ 260 milhões durante o governo Lula.

Segundo a auditoria, o imunizante foi comprador em 2023 e a negociação se arrastou por mais de sete meses, com lotes sendo entregues sob curta validade. Cerca de 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas não chegaram a deixar o depósito do Ministério da Saúde e foram incineradas por conta do fim da validade.

O Ministério da Saúde afirmou em nota, que encontrou um cenário completo de abandono dos estoques deixado pelo governo de Jair Bolsonaro, e que iniciou a contratação nos primeiros meses de 2023.

O relatório, porém, aponta que o processo de aquisição da Coronavac iniciou em fevereiro e só foi concluído em setembro de 2023. O objetivo do governo era aplicar as doses em maio daquele ano, mas as vacinas só chegaram em outubro.
O TCU afirma que o Ministério da Saúde adotou uma postura diferente da esperada, assumindo o risco de receber o produto com curta validade, ao isentar o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo do contrato.


Os técnicos do TCU ainda disseram que o Butantan alertou formalmente o ministério sobre a disponibilidade das doses. Esta análise ocorreu após pedido de parlamentares da oposição, após reportagem da Folha de São Paulo. O relator do processo entendeu que não existem evidências de envolvimento do governo anterior no atraso.
O prejuízo causado com a demora para a compra da vacina pode chegar a R$ 330 milhões, considerando o atraso no repasse aos estados e a validade do imunizante. O relatório aponta para 97% das vacinas desperdiçadas.

O Ministério da Saúde também atribuiu à baixa procura pelo imunizante às campanhas de desinformação.

Para os auditores do TCU, esta alegação não é válida, já que o próprio ministério reconhecia a baixa adesão e que não seria necessário um largo estoque com prazo curto de validade.


A Coronavac já estava em desuso no SUS quando as vacinas foram recebidas. Em dezembro de 2023, semanas depois de receber as doses, o ministério ainda mudou orientações sobre a campanha de imunização no SUS e definiu que a Coronavac deveria ser utilizada em “situações específicas”, como na falta ou contraindicação de outros imunizantes em crianças de 3 e 4 anos, também em crianças não vacinadas na idade recomendada.

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