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Foto Divulgação

Com a fusão de linhas de trem na Europa e expansão da malha ferroviária, Paris e Berlim ganharão uma rota direta. Dessa forma, trens de alta velocidade ligarão as duas capitais em uma viagem de sete horas, sem escalas. 

A novidade só será possível por conta da fusão da companhia francesa Eurostar com a belga Thalys, ambas responsáveis por trens de alta velocidade. A Eurostar mantém seu nome, sendo, então, a bandeira que representará as novas linhas expandidas. 

Já em maio, a Comissão Europeia aprovou o projeto Green Speed, como foi intitulada a expansão ferroviária, responsável por criar novas conexões entre países europeus, além da inédita linha Reino Unido-Alemanha. 

Segundo Jean-Pierre Farandou, presidente da SNCF, empresa férrea francesa, a linha Paris-Berlim deve começar a funcionar em dezembro de 2023. Assim que operar, oferecerá apenas duas viagens diárias – de ida e volta –, mas, com o tempo, a programação de viagens também será expandida. 

A Eurostar declarou que, com essa união, pretende transportar mais de 30 milhões de passageiros por ano na próxima década, contrastando o número com os 18 milhões de passageiros que usavam seus transportes antes da pandemia, em 2019. 

Nova linha Paris-Berlim faz parte do Green Speed, entenda o que é Velocidade Verde

Com tradução literal como “Velocidade Verde”, o Green Speed é um projeto da SNFC com a SNCB, empresas de linha férrea da França e Bélgica, respectivamente. 

O projeto deseja conectar várias cidades europeias através de uma rede ferroviária unificada, trazendo benefícios para o meio ambiente, com um transporte ecologicamente sustentável. Assim, o projeto também é uma alternativa aos aviões e transportes privados. 

Mas para combater a praticidade dos aviões, o projeto também visa um custo menor para o passageiro, sendo também economicamente mais atrativo. A unificação do espaço ferroviário europeu ainda reduziria as taxas e impostos aos viajantes, outro fator para aumentar o número de utilizadores. 

Para viajar de Paris a Berlim (ou vice-versa), é necessário fazer baldeação em Mannheim, Stuttgart ou Frankfurt, resultando em uma viagem de cerca de oito horas. Ou seja, no momento já é possível viajar por diversos países da Europa através de trens, mas trocando de linha.

O Green Speed planeja criar linhas férreas de viagem direta, sem baldeação, entre várias grandes cidades, reduzindo o tempo de viagem, além de trazer conforto e segurança. 

Movimentos suecos já incentivavam o abandono de viagens de avião 

A Europa, com seu transporte público eficiente, tem levantado a bandeira do impacto ambiental da aviação nas mudanças climáticas. Mas foi na Suécia que o movimento flygskam surgiu. Em tradução livre, o termo significa “vergonha de voar” e incentiva os viajantes a procurar outra forma de se deslocarem. 

Com isso, outro termo se popularizou: tagskryt, que significa “orgulho de andar de trem” e tem se tornado cada vez mais famoso no país, mesmo antes da paralisação dos voos por conta da Covid-19. 

Vilões no combate ao efeito estufa, aviões ainda lançam óxido nitroso, gás nocivo que piora a situação da camada de ozônio. 

Segundo dados da Agência Ambiental Europeia (EEA), um avião com cerca de 90 pessoas emite 285 gramas de dióxido de carbono por passageiro, enquanto um trem com 150 pessoas, libera 14 do mesmo composto químico. 

Ou seja, a tendência dos europeus, para viagens dentro do próprio continente, é abandonar os aviões, buscando outras alternativas mais sustentáveis e economicamente viáveis. 

Por isso, a importância de projetos como o Green Speed, que junta tudo isso, prometendo o mesmo conforto, qualidade e segurança de viagens de avião, mas bem menos poluentes. 

Já pensou em conhecer toda a Europa só viajando de trem e nos transportes públicos? A Velocidade Verde é uma tendência que veio para ficar e que ainda pode virar exemplo para outros países.