Ampliação de vagas na Penitenciária vai priorizar detentos do Sudoeste
Marcos Andrade e Luiz Carlos Maciel -Foto: Reprodução Educadora FM
Em entrevista recente ao programa “Café com Notícia”, da Rádio Educadora, conduzido pelo apresentador Luiz Carlos Maciel, o coordenador regional da Polícia Penal, Marcos Andrade, trouxe esclarecimentos fundamentais sobre o projeto de ampliação de vagas na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB).
O objetivo central da entrevista foi tranquilizar a população beltronense e detalhar os impactos positivos que a medida trará para a segurança pública da região.
Durante o bate-papo, Andrade desmistificou o receio de que a ampliação atrairia criminosos de grandes centros urbanos ou de outras regiões do Paraná. Ele foi categórico ao afirmar que o foco do investimento é estritamente regional ao afirmar a ampliação das vagas na PEFB tem uma finalidade muito clara e local: abrigar os detentos que hoje ocupam as cadeias públicas e carceragens nas delegacias do próprio Sudoeste em especial na própria cidade de Francisco Beltrão ao lado da PEFB.
Com a transferência desses presos para a estrutura segura da PEFB, a responsabilidade fica 100% a cargo da Polícia Penal, tirando-os dos centros urbanos, aumentando a segurança direta do cidadão.
Diferente das cadeias públicas tradicionais — que geralmente ficam em áreas centrais das cidades, geram insegurança aos moradores, a PEFB de Francisco Beltrão é reconhecida como referência nacional em ressocialização.
Andrade destacou dados expressivos que comprovam o sucesso da gestão laboral e educacional da unidade:
• Parcerias Industriais: A PEFB conta com um mega barracão industrial de 4.000 m² (em parceria com a empresa Big Bag Beltrão), que está com quase 700 ppl´s no mercado de trabalho, além de pessoas da própria comunidade que atuam na empresa e moram em Beltrão, além da fábrica de jeans instalada há 15 anos na PEFB e que tem 250 ppl´s trabalhando e também seus colaboradores, Marcos ainda informa que o detento que trabalha e estuda tem o benefício da remissão de pena (diminuição dos dias de condenação), recebe salário para ajudar financeiramente sua família e afasta o ócio. Isso reduz o risco de motins e derruba os índices de reincidência criminal quando o indivíduo ganha a liberdade.
Um dos pontos altos da entrevista foi a apresentação das vantagens financeiras e estruturais que o projeto trará diretamente para Francisco Beltrão. A ampliação do complexo prisional exige um aumento proporcional na força de trabalho e na logística de segurança:
• Injeção de Renda no Comércio: A vinda de novos policiais penais para o município movimenta a economia local. São novos moradores consumindo no comércio, utilizando serviços, abastecendo nos postos de gasolina e alugando ou comprando imóveis na cidade.
• Oportunidades para Empresas Locais: Grandes complexos demandam fornecimento constante de insumos (alimentação, produtos de higiene, lavanderia e manutenção), abrindo uma importante margem para que empresas de Francisco Beltrão vençam licitações e aumentem seu faturamento.
• Reforço em Equipamentos e Viaturas: Com o crescimento da unidade, o Governo do Estado destinará mais viaturas modernas, armamentos e tecnologias de monitoramento para a cidade, elevando o patamar da segurança pública em toda a região.
Andrade ainda rebateu diretamente o temor de que a presença ou a ampliação de uma penitenciária aumente os índices de criminalidade de uma cidade. Ele utilizou a própria história do município como prova incontestável onde afirmou que a PEFB já está instalada em Francisco Beltrão há 18 anos. Ao longo de quase duas décadas de funcionamento da estrutura, o município segue firmemente listado entre as cidades mais seguras de todo o estado do Paraná. Isso desmistifica, com dados reais, a ideia de que uma penitenciária estraga a segurança de uma cidade.
Ao final da entrevista, o coordenador Marcos Andrade fez um desabafo pessoal emocionado, reforçando seu vínculo com o município e pedindo um voto de confiança à população. “Eu sou nascido e criado aqui em Francisco Beltrão. Minha vida está aqui, minha família está aqui e eu convivo diariamente com as pessoas que mais gosto neste município. Eu jamais seria favorável ou defenderia qualquer projeto que pudesse trazer algo ruim para a minha própria cidade”, declarou Andrade”.
Parcerias com universidades e integração com a comunidade
Outro ponto de destaque na entrevista foi a forte integração da PEFB com a sociedade beltronense, indo muito além das muralhas. O coordenador enalteceu os projetos e as parcerias sólidas firmadas com universidades locais e com a própria comunidade.
Esses convênios acadêmicos e comunitários viabilizam não apenas o acesso dos detentos à educação formal e ao ensino superior, mas também aproximam a ciência e os projetos de extensão universitária do ambiente de ressocialização. A comunidade ganha com a prestação de serviços e a cidade se consolida como um polo difusor de projetos sociais integrados.
Com os esclarecimentos levados ao ar ao lado de Luiz Carlos Maciel, a PPPR consolida a visão de que a expansão da PEFB não é um risco, mas sim uma solução técnica e segura que vai gerar emprego, trazer recursos para a cidade e para o Sudoeste já que a ampliação planejada e técnica da estrutura não significa um aumento da criminalidade no município, mas sim a consolidação de uma barreira de segurança moderna e eficiente, entregando para Francisco Beltrão e região um modelo de segurança pública que gera emprego, ordem e controle rigoroso.


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