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Prefeitos do Sudoeste levaram até a direção da Copel o problema das constantes quedas de energia que vem afetando a região nos últimos meses. Uma audiência pública marcada pela Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná) discutiu a questão nesta terça (7) em Curitiba.

Ainda este mês diretores da companhia virão a Francisco Beltrão debater o tema com lideranças e apresentar o trabalho de atendimento a reparos emergenciais em casos de queda de energia. "É preciso viabilizar formas de tornar estes serviços mais eficientes e rápidos, já que a energia elétrica é indispensável para a produção até nas pequenas propriedades e quando há situação de que isso é recorrente e causa prejuízos é preciso buscar uma solução", afirma o presidente da Amsop, Frank Schiavini.

O deputado estadual Wilmar Reichembach e os prefeitos Marco Zandoná (Barracão), Jair Stange (Nova Esperança) e Elton Pfeifer (Salgado Filho) também participaram do encontro com o diretor adjunto da Copel, Acácio Makayama, e outros três superintendentes da companhia.

 

Quedas afetam o campo

A interrupção no fornecimento da eletricidade já causou prejuízos em muitos municípios e o setor agropecuário é o mais afetado. Em algumas comunidades o restabelecimento da energia demorou até quatro dias.

Em Bom Jesus do Sul, por exemplo, as oscilações na rede prejudicaram principalmente o setor leiteiro: nas propriedades o leite não pôde ser tirado na ordenha e em um laticínio câmaras frias e resfriadores pararam de funcionar, afetando a qualidade dos produtos.

Mesmo o aumento do efetivo de técnicos da Copel para a região não vem sendo suficiente para atender as constantes quedas de energia. Quando há o rompimento de cabos, quebra de postes e queima de transformadores, o atendimento é mais complexo e demorado.

Outro segmento impactado na região é o avícola, que depende da eletricidade para fornecer ração às aves e controlar o ambiente nos aviários.

 



Assessoria
07/11/2017