As sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão foram retomadas nesta terça-feira, 01, para o segundo semestre. Em pauta foram colocados dois projetos que haviam sido retirados antes do recesso parlamentar e as matérias renderam intensas discussões entres os vereadores.

O 27/17 do Executivo foi retirado a pedido do vereador Camilo Rafagnin (PT) que propôs uma emenda, que deverá vir do Executivo, para que o recurso das licitações dos ginásios municipais seja revertido para o Fundo Municipal, do Conselho Municipal do Esporte. Já o 14/17 ficou conhecido por se tratar da criação da guarda municipal em Francisco Beltrão proposto pelo Executivo.

O tema contou com uma audiência pública para discutir o assunto e duas retiradas da pauta. Desta vez, a Guarda foi colocada para a apreciação dos vereadores e por três vezes a sessão teve de ser interrompida para que os legisladores pudessem discutir nas bancadas as orientações de voto. Quando a matéria foi colocada em votação, a oposição formada pelos vereadores Camilo Rafagnin (PT), Daniela Celuppi (PT), Aires Tomazoni(PMDB) e Evandro Wessler (PPS) se manifestaram contrários ao projeto, e tiveram o reforço dos votos dos vereadores Rodrigo Inhoatto (PDT) e Zé Carlos Kniphoff (PDT), confirmando seis votos contrários.

A situação formada pelos vereadores Léo Garcia(PSC), Silmar Gallina (PSDB), Fran Schmitz (PSDB), Dile Tonello (PMN) e Ademir Walendolff (PRP) foram favoráveis à criação da Guarda. Porém o resultado foi de 6x5 para a oposição. As vereadores Lurdes Pazzini (PMDB) e ELenir Maciel (PP) não participaram da votação pois a vereadora Lurdes não esteve na sessão e a vereadora Elenir por ser presidente só votaria se houvesse um empate. 

A principal alegação da oposição foi de que este não é momento propício para a criação de mais uma despesa para o município. "Não somos contrários à Guarda, nem contra a segurança, mas sim o momento que vive o país e isso reflete nos municípios. Temos outras prioridades agora, mas nada impede de em outro momento voltar a discutir a implantação da guarda municipal", argumentou a vereadora Daniela Celuppi. 

Já a vereadora Fran Schmitz, líder do governo na câmara, entendeu que não foi uma derrota da administração na Câmara, mas compreendeu o posicionamento dos demais vereadores. "Damos por encerrado este assunto para este ano, mas nada impede, se assim o prefeito quiser, de que ano que vem possamos discutir a criação da Guarda Municipal novamente, já que entendemos que é um projeto que contribui para a segurança do município", comentou. 

O vereador Zé Carlos Kniphoff foi o que mais cobrou informações de impacto financeiro e sobre a forma que o prefeito investiria esse recurso na guarda. Segundo o vereador, nunca obteve uma resposta plausível da administração e por isso se posicionou contrário ao projeto. "Temos problema com a manutenção do Hospital São Francisco, que por enquanto é paliativo e ainda tenho o cuidado do repasse do dinheiro que será destinado aos servidores municipais no acordo que foi feito com o prefeito. Esse não é o melhor momento para se criar mais uma despesa para os cofres públicos, mas serei sempre favorável para termos mais segurança em Francisco Beltrão. 

 



Assessoria
02/08/2017



Foto: Robison Burim/Divulgação