Publicado em 30/05/2016

Em menos de vinte dias o governo Michel Temer está em crise. A indicação para ministérios foi mais que polêmica. Primeiro foi seu braço direito, Romero Jucá, interferindo no trabalho da operação lava-jato. O homem que seria responsável pelo planejamento e orçamento brasileiro se vê envolto em um emaranhado de escândalos que envolvem seu nome. A conversa com Sérgio Machado, ex presidente da Transpetro, indicando interferências nas delações, não é a única nem a pior acusação contra o parlamentar. Envolvido em seis inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal, ele é acusado de receber propina na obra de Belo Monte.

Qual a inocência de Temer em indicar um sujeito como esse? O resultado é que Jucá durou 12 dias no cargo e coloca em risco o recém-nascido governo Temer.

Após esse problema, mais um ministro envolvido com o mesmo figurão Sérgio Machado. Fabiano Silveira fora escolhido para a nova pasta criada pelo governo chamada de Transparência, Fiscalização e Controle e o mais controverso é que ele mesmo critica a própria operação lava-jato nas gravações e oferece conselhos aos investigados. Ora, se sua pasta é sobre transparência, qual problema de a operação lava-jato investigar e procurar justamente oferecer transparência à população.

Analisando sensatamente as decisões de Temer, ele está colocando a raposa para cuidar do galinheiro. Assim não dá! Começando mal desse jeito, não há bom português que o salve.

Com exceção da equipe econômica, que por enquanto não sofreu baixas e vem sendo chamada de “dream team” o restante está um desastre. Falta de representatividade diversificada, mudanças de decisão a exemplo do Ministério da Cultura e arranjos com políticos investigados são exemplos de quão perdido está esse governo. Entende-se o porquê de Temer ser apenas uma figura ilustrativa enquanto vice.

Sua equipe econômica está empenhada dia e noite para tirar o País do buraco. A questão mais urgente é o déficit fiscal, inflação, renda, emprego e incentivo à indústria. Mas não se pode deixar de lado outros assuntos, é necessário o dream team seja formado para todas as áreas. Que aliás de time dos sonhos não tem nada, ou seja, não fazem mais que obrigação e ganham para isso e quem paga você já sabe.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças Unipar

 



30/05/2016