Publicado em 27/04/2016

As desculpas distribuídas por nós são muitas. Ao chegar atrasado em algum local, temos desculpas na ponta da língua: trânsito, clima, chegada de alguém justamente quando estava saindo e assim por diante. Esquecer de levar o material necessário à atividade previamente combinada: cabeça cheia, muita coisa para analisar ao mesmo tempo, entre outras desculpas. Para todos esses acontecimentos e demais no decorrer do dia, normalmente inventamos desculpas. Tais argumentos muitas vezes não convencem e irritam a outra parte que esperava o cumprimento do combinado. 

Mas quando as desculpas são para nós mesmos, o que fazer? Isso acontece sem que a gente perceba. O pior de tudo é que não há contraparte que nos faça cobrança, muito menos que se frustre, inibindo que a gente repita o erro.

Exemplo disso é depois de um dia cheio, cansativo, ou depois de uma ou duas horas de academia, utilizamos a desculpa: “Eu mereço”, afim de saborear aquela barra de chocolate deliciosa.

Em finanças costumamos ser enganado pela desculpa do “preciso disso”. Preciso dessa roupa nova, preciso dessa viagem, preciso desse automóvel. Será mesmo que você precisa? Muitas vezes é uma desculpa inconsciente para satisfazermos o ego.

As pessoas tem comprado não porque necessitam do item, mas sim para solucionar outros problemas. Términos de relacionamento levam a comprar roupas, sapatos, ingressos de festas distantes e entorpecentes das mais variadas formas. A infelicidade é desculpa para o consumo. Atitudes como essa podem levar a falência financeira, por isso é necessário manter o controle emocional e pensar se realmente aquilo faz parte dos seus objetivos de vida e se contemplam no seu orçamento.

Mesmo que você possua dinheiro sobrando, esses são motivos errados para gastá-lo. Pense em algo que realmente vai lhe trazer benefícios, não apenas para alimentar uma desculpa, que dias depois não existirá mais.  

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR