Publicado em 03/03/2016

No início desta semana, terça feira 1º de março, a polícia federal prendeu a pedido da justiça o vice-presidente do facebook no Brasil, Diego Dzodan. A prisão deve-se ao fato de que a empresa não atendeu ao pedido de abertura das informações do whatsapp de suspeitos no envolvimento no tráfico de drogas.

Nos Estados Unidos situação semelhante acontece com uma das maiores empresas do mundo, a Apple que não colabora nas investigações do FBI com o desbloqueio de um iPhone.

Para o presidente da empresa, Tim Cook, a liberação de um código de abertura fere os princípios de privacidade e pode levar à utilização inadequada pelos governos, principalmente fora da América do norte. Tal declaração entra em sintonia com a fama de corrupção e desonestidade de países pelo mundo afora, que poderão através de um judiciário mal intencionado invadir a privacidade em casos diversos.

Os acontecimentos que geraram as solicitações judiciais são plausíveis e justificam a abertura das informações. No entanto, há situações em que não serão justificáveis e ai a privacidade já foi invadida. O caso do whatsapp os envolvidos são suspeitos, caso não haja nenhuma informação ali, as demais já estarão comprometidas.

Transações financeiras, negociações entre empresas, questões de ordem confidencial poderão ser rastreadas por mal intencionados e desonestos.

Governos não tem mostrado respeito com a privacidade dos cidadãos. Informações privilegiadas, grampos telefônicos, boatos incertos são costume no País desde a ditatura até os dias de hoje. Vivemos com a sensação de estarmos sendo vigiados o tempo todo.

O mecanismo de acesso aos dados pode ser utilizado por hackers e organizações criminosas e é justamente isso que os executivos das empresas querem evitar. Quem está certo e quem está errado nesses casos? São julgamentos e opiniões diversas, até porque quem não está envolvido em algum acontecimento, como os citados, pode mudar de opinião até que aconteça com ele mesmo, ou membros de sua família.

Ainda há muito que se estudar em casos como estes. Fiquemos atentos às evoluções das leis e medidas a respeito desse assunto, amanhã pode acontecer com você.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR