Real Móveis

Publicado em 25/02/2016

O corte no orçamento apresentado pelo governo foi de R$ 23,4 bilhões. Mas que significa esse número?

Para o mercado, um corte abaixo do esperado, por outro lado, para o governo um corte dentro do possível tendo em vista uma arrecadação menor, devido ao fechamento de inúmeras indústrias pais afora, pois com aumento de taxações fica difícil trabalhar, além do aumento da informalidade.

Por que o corte não foi maior? O governo cortou apenas despesas discricionárias, ou seja, aquelas em que possui controle. As despesas que gerariam maior impacto dependem de aprovação do congresso, o que não está fácil. Mesmo assim, exige-se por grande parte da população cortes maiores em cargos de confiança e revisão de contratos de prestação de serviços.

Os ministérios que mais sofreram foram: Minas e energia, saúde e educação. Infelizmente saúde e educação entram na lista de cortes do governo. Tais setores não são prioridade para o governo, haja vista troca de ministros, que são utilizados como barganha em votos na assembleia ou como pagamento de dívidas ao apoio de partidos em eleições.

Este governo está encaminhando a economia para três anos de recessão. Em 2014 déficit de R$ 32,53 bilhões, em 2015 R$ 111,2 bilhões, maior déficit desde o início da série em 1984. Ao mesmo tempo tenta se defender, alegando crise internacional, melhorias sociais e desconfiança no Brasil originária de uma oposição cruel que só quer causar pânico, mas o desgaste está tão grande que na última propaganda nem a presidente apareceu, as falas contaram apenas com ex-presidente Lula e o presidente do partido, além do panelaço.  

O fato é que países com a mesma dinâmica que o nosso, como por exemplo, os componentes do bloco BRICS e alguns vizinhos latinos mantiveram sob controle sua economia e apresentaram superávit e isso causa estranheza entre o diálogo de defesa e a realidade.

A saída para o governo fica em torno da arrecadação maior e pelo investimento que gerará maior dinamicidade à economia e para as indústrias com geração de empregos e renda. Mas se estamos em déficit, como investir? 

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR

 

 

  

 



25/02/2016