Real Móveis

Publicado em 03/02/2016

Os riscos discutidos no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos são em sua grande maioria geopolíticos e sociais. Problemas de migração entre países e possíveis conflitos entre nações são as principais preocupações discutidas na reunião. Os ataques terroristas e armas de destruição em massa foram levados em conta para calcular os principais riscos nos próximos anos, são problemas tipicamente europeus e asiáticos, mas que logo podem atingir o outro lado do atlântico.

O problema de migração é o mais preocupante. Impactos sociais, desempregos, cultura local e conflitos armados fazem com que essa adversidade esteja em primeiro lugar na lista. A crise de refugiados e ataques terroristas são instabilidades em escalas que não se viam desde o fim da guerra fria em 1991. A perspectiva desse fenômeno tende a aumentar devido a vários fatores como: governos ditatoriais e conflitos internos em alguns países, com destaque para continente africano; Instabilidade social; problemas climáticos e; crise de comida, isso mesmo, falta de comida no mundo.

Na américa os problemas considerados mais agravantes são os que envolvem tecnologia, ataques cibernéticos são inquietações dos norte-americanos, acompanhada de problemas fiscais e de controle do mercado financeiro.

No Brasil o maior problema é o de governança, ou seja a forma de conduzir de governar. São em última instancia procedimentos, costumes, leis e normas usadas para administrar. Fica claro para o mundo, por meio do fórum, que nosso país necessita melhores formas de governo (ou governantes). Cabe ressaltar que esse é o principal risco, mas ainda tem mais, estou destacando o número um da lista.

Os vizinhos latinos americanos nos acompanham, no entanto, há ênfase para problemas inflacionários na Argentina, epidemias na Venezuela e Colômbia. Sintetizando, para o continente como um todo, o problema de governança, epidemias, inflação e controle fiscal são os mais eminentes.

A China convive com a espera de uma bolha. Seu crescimento acelerado na última década culmina a uma desaceleração que se não for bem administrada pelo país, pode contagiar o mundo, especialmente aqueles aos quais são parceiros econômicos, e nós nos incluímos nessa.

Por fim, a crise da água será uma constante no longo prazo. Distúrbios climáticos podem levar a falta dela. Contaminações, poluição, secas pode encarecer esse bem tão precioso, que até alguns dias atrás (não estou tão velho assim) podíamos parar numa fonte e saborear agua fresca, nos dias de hoje existem, mas cada vez menos. Em alguns lugares o preço de 500ml de agua é R$3,00, o litro no entanto R$6,00. A água potável está mais cara que gasolina. Pensemos!  

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR

 

 

 

 



03/02/2016