Real Móveis

Publicado em 25/01/2016

2016 chegou, com ele as frustações de 2015 continuam. Inflação não está cedendo, desemprego em níveis mais altos da história, cambio elevado, juros altos e incertezas no campo político. A indústria brasileira é a que mais sofre, o lucro das empresas encolhe a cada dia que passa e faz com que a arrecadação do governo também diminua. Dessa forma, Não há programa social que aguente sem dinheiro no cofre, sendo assim os mesmo estão sendo impactados com novas regras e orçamento não aprovado.

A situação se agrava para população em geral. No mês de janeiro, despesas como IPVA, Seguros, IPTU, material escolar se fazem presentes no orçamento. Aqueles que não economizaram os rendimentos extras como férias e décimo terceiro podem se endividar. Para saldar essas dívidas em melhores condições, uma dica é comparar o pagamento a vista e parcelado. Algumas instituições concedem descontos atraentes no pagamento a vista, outras nem tanto, valendo mais a pena pagar parcelado.

O ano inicia com desconfiança no campo econômico. Pressionado pelo governo, mais especificamente pelo Partido dos Trabalhadores e declarações de seus membros, o Banco Central não aumentou na taxa de juros, que permanece a 14,25%. Este fato frustrou o mercado que esperava uma alta de 0,5% para conter o aumento de preços de forma mais agressiva.

O tão esperado corte de gastos pelo governo, ainda não agradou a população, o que mantem os índices de aprovação do atual governo em patamares baixíssimos, culminando pedidos de mudança.

Enquanto isso na argentina o presidente Macri, recém-eleito, retira impostos sobre exportações e atinge recorde na venda de trigo. Além disso o mandatário conseguiu reduzir cargos públicos e vem sendo tratado com prestigio no fórum econômico mundial em Davos, diferentemente dos representantes brasileiros.

No cenário atual não se consegue prever nada. Os interesses pessoais estão acima dos interesses econômicos. Com a confiança em baixa os investimentos não acontecem, prejudicando ainda mais o motor da economia.

Há quem diga que boas oportunidades estão para surgir. Clientes migrando para outras empresas e produtos mais consistentes em relação a qualidade e preço; inovações e criatividade; e novos nichos de mercado surgindo. Períodos como esse acontecem ciclicamente e são como testes à empresas e empresários, quem sobrevive pode ter bons retornos.  

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR



25/01/2016