Publicado em 15/12/2015

A inflação atingiu os famosos dois dígitos, desde 2002 não tínhamos o patamar acima de 10% como registrado nesse mês. Isto significa que o brasileiro não compra mais a mesma coisa que comprava há 12 meses atrás. É a perda do poder aquisitivo da população.

Essa semana estive com uma colega de São Paulo, durante nossa conversa a mesma me relatou o preço de um cafezinho, R$ 18,00! Cidades grandes vem sofrendo o efeito. Pessoas vão ao shopping centers para apenas observar, comprar quase nada.

No interior, mesmo com uma cronologia diferente de acontecimentos, os dados econômicos refletem também. Menos impactada nossa Francisco Beltrão com primeira colocação de emprego e renda, de acordo com o índice Firjan, divulgado recentemente, parabéns!

Ah! Luzes de natal, prefiro ficar sem elas do que ter que pagar uma conta que não posso, gastos elevados e quem sabe endividar a prefeitura neste momento atual, não é o caso! E assim quem sabe o verdadeiro natal reflita mais, parabéns de novo para Chico Beltrão.

O fato é que com o aumento de preço o volume de itens comprados diminui e as opções de compra são por itens de marcas mais baratas. Além de perder a qualidade o consumidor leva menos produtos e paga a mesma coisa, ou mais do que antes. A degradação da qualidade de vida é mais intensa nas atividades de lazer. Viagens, passeios, diversões são diminuídas gradativamente ao aumento dos preços, ressalta-se a gasolina, patamares altíssimos em relação ao mundo, em que o petróleo vem caindo. Mas a Petrobras precisa desse dinheiro, não é mesmo?

Para piorar o cenário, as taxas para o credito só aumentam. Fazer empréstimo hoje é loucura. Além do juro alto os prazos estão reduzidos. Ficar doente também está complicado, o melhor mesmo é não ficar. Preços dos remédios nas alturas.

Mas a boa notícia é que os fabricantes precisam vender. Se com o preço que está não há compradores o jeito será diminuí-los, trazendo a inflação de volta para baixo. Mas até isso acontecer, creio eu que a partir do segundo semestre de 2016, é interessante tomarmos alguns cuidados.

Quando pequenos éramos orientados a não pisar descalço no chão, não sair na chuva, não jogar bola na sala, não conversar com estranhos... frequentemente crianças que faziam isso se davam mal, ou uma gripe, ou um desastre, ou malefícios diversos.

Hoje, com a inflação em alta, sabemos que devemos nos resguardar, diminuir os gastos. Beber a noite inteira e reclamar da dor de cabeça no outro dia é uma contradição, o indivíduo sabe o que vai acontecer.

Quanto aos culpados pela recessão atual, podemos montar uma lista enorme, ou não, conforme o teor da lista! Mas antes de sair por ai culpando o sistema, façamos nós o dever de casa.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR

 

 



15/12/2015