Publicado em 07/12/2015

Gerar riqueza é diferente de gerar lucro. Muitas empresas geram lucros e lucros enormes, no entanto não se observa o crescimento das mesmas. A riqueza é justamente o crescimento observável ao longo do tempo. Construções, barracões, aumento do número de funcionários, equipamentos novos, linhas de produtos inovadoras são mostras de crescimento.

Mas por que existe essa diferença? A resposta está justamente na administração do lucro. Este deve ser planejado. Separar parte do lucro para reinvestimento é essencial para o aumento da riqueza. Outra função do lucro é criar uma reserva para momentos difíceis.

No entanto, não é isso que se vê na maior parte das empresas e das famílias. O lucro, quando existe, é todo dispendido em gastos que nada contribuem para o aumento da riqueza.

No Brasil observamos um aumento de riqueza irreal. O impulso dado pelas commodities no em meados da primeira década favoreceu o crescimento do lucro, mas não a riqueza. Se tal fosse feito não seriamos tão atingidos quando agora.

O peso dos tributos está caindo sobre as empresas, que estão diminuindo o ritmo e até mesmo fechando as portas por causa da inviabilidade das operações.

Junta-se a isso desastres não esperados (e que deveriam ser). Exemplos no caso de Mariana com a Vale/Samarco, enchentes no sul, seca no nordeste, explosão em plataforma de petróleo paralização de rodovias entre outros. Contingencias acontecem e mesmo que você tenha seguro, até os termos contratuais serem cumpridos o gasto será seu, pois parar as atividades é pior.

Lidar com o lucro, é mais difícil que lidar com a dívida, gasta-lo inconscientemente traz algozes futuros.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR