Publicado em 24/11/2015

Quando criança escutava que a Argentina tinha status de país europeu. A fama de “nariz empinado” era normal entre os los Hermanos, pois consideravam-se superiores economicamente (e no futebol).  Ao longo dos últimos anos, mais precisamente na última década, os vizinhos do continente definharam. Seu prestigio acabou e internacionalmente viraram piada, a sua população ficou sem condições de levar a vida de outrora.

A moeda está desvalorizada, a inflação na casa de 30%, o país importa e exporta pouco. Em outras palavras parou no tempo. Resultado de um governo populista e intervencionista dotado de decisões equivocadas como programas de incentivos e alta participação de sindicatos nas negociações por salários e benefícios.

A eleição para presidência do país traz novos ares na região de la plata. Em seu discurso Macri, que assumira ainda esse ano a presidência, dedicou sua vitória aos argentinos que saem de casa para trabalhar e não acreditam na mania de tirar vantagem.   Entre outas coisas o novo presidente defende a redução dos gastos públicos e votou contra a estatização da maior petrolífera do país a YPF.

O mais interessante é em ralação aos trabalhadores, em que o defenderá menor intervenção de sindicatos e estimulará o ganho por produtividade.

Ao que se percebe, pelas promessas, a argentina terá um governo meritocrata valorizando suas potencialidades agropecuárias e comprometido com a redução do gasto público. Se são apenas promessas políticas, só o tempo irá dizer, contudo o ajuste no país se torna inescusável após longos anos de degradação.

A marca argentina é do fim de um regime vinculado ao passado, manipulador voltado para o estelionato eleitoral, uma das primeiras medidas na américa latina é a saída da Venezuela do Mercosul, devido à falta de democracia, item observado nas cláusulas do tratado.

Sabe-se que Macri terá de ser cauteloso em suas decisões que permeiam sindicatos e intervencionistas do governo, mas é o primeiro sinal de despertar na américa latina. Se a moda pegar, teremos surpresas no Brasil. Esperamos que ao fim do ciclo não estejamos tão mal quanto nossos vizinhos. 

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR



24/11/2015