Publicado em 10/11/2015 – Solange Maciel       

Com pouco mais de um mês para terminar o ano de 2015 o pensamento já paira em 2016. Dirijo esse texto a respeito de investimentos para o ano vindouro. De longe o dólar foi o melhor investimento do ano atual, chegou a quase 50% de aumento. Em outras palavras se você tivesse R$ 50 mil em dólares hoje teriam R$ 100 mil, nem imóveis no seu ápice valorizou tanto, guardada devidas proporções/loucuras.

Destaca-se também o ouro, que manteve-se num patamar adequado de crescimento, protegendo capital de quem nele investiu.

É importante entender que não se compra algo que está no pico, pois a tendência de continuar a expressiva elevação se enfraquece e os ganhos não são como outrora. Sendo assim o dólar começa ser descartado para 2016.

Continuando a lista de bons investimentos, as letras de crédito imobiliária e a letra de credito do agronegócio (LCI e LCA) tiveram destaques na casa dos 10% de retorno em 2015. Esses títulos são lastreados nos empréstimos imobiliários quando do LCI e empréstimos do agronegócio quando do LCA. Por se tratarem de setores fortes em nossa economia os ganhos são significantes. No mesmo patamar de rentabilidade estão os títulos do tesouro direto, que com maior liquidez e facilidade de transação foram realçados.

A partir daí outros investimentos foram trágicos, a poupança não conseguiu superar a inflação na casa dos 9,5%. Quem manteve seu dinheiro na poupança, sofreu uma perda perceptível no seu capital, perda na certa. Outro investimento que costuma dar alegrias é a bolsa de valores. Essa tem sofrido com a atual conjuntura econômica com recuo de -9,89% foi a decepção de muitos investidores, impactada pela desvalorização das principais empresas do país, Petrobrás e Vale do Rio Doce, uma envolvida em escândalos políticos e corrupção outra paralisada pela queda da produção chinesa, principal consumidor do minério de ferro da empresa.

Mesmo na bolsa de valores encontraram grandes oportunidades, empresas exportadoras a exemplo da Fibria e Suzano ligadas ao setor de papel e celulose tiveram destaque, nem tanto por causa de suas próprias pernas, boa parte por causa do dólar, já comentado no início desse texto. Setores de alimento e beleza também obtiveram ganhos expressivos, quando bem administradas as empresas desses setores.

Nesse contexto, vislumbra-se certa continuidade do que se viu em 2015.

O investidor deve observar que tudo que sobe desce e vice e versa.

Àqueles mais cautelosos, podem embarcar na renda fixa, pois os juros continuaram sua tendência estável. Dólar pode não ser visto com bons olhos, devido ao pico que atingiu e um aumento mais expressivo pode levar a colapsos na economia exigindo atitudes mais drásticas, tanto da população quanto pelo governo. O velho ditado de quem investe em imóveis nunca perde, continua valendo, no entanto imobilizar o capital e dificuldades nas vendas são empecilhos desse setor. A bolsa de valores depende de uma estabilidade, que está sendo perseguida por todos, governos e empresas, podendo aparecer como um bom investimento.

Para finalizar, cabe um estudo aprofundado sobre o que se pretende em termos de prazos, valor aplicado, objetivos futuros. Assim o investidor poderá ter mais segurança na escolha e aplicar adequadamente seu capital.

Escrito por Professor Robson Faria - Mestre em Administração PUCPR/Especialista em Finanças UNIPAR